Resenha ” Os 13 Porquês”, Jay Asher

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Livro: Os 13 Porquês

Autor: Jay Asher

Editora: Ática

Número de Páginas: 256

Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Minha Resenha

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Confesso que essa vai ser uma resenha totalmente diferente do que as que já fiz aqui.

Quem me conhece sabe que sou completamente apaixonada por livros que tratam sobre depressão, e que por sinal tenho vários. Mas Os 13 Porquês me deixou de uma forma que nenhum outro havia de deixado.

Como a grande maioria já sabe, o livro conta a história de Hannah Baker, uma adolescente que cometeu suicídio e que deixou em 7 fitas cassete com treze motivos  que lhe fez cometer suicídio.

O livro começa no momento que Clay encontra as fitas em sua porta e descobre que também é um dos Porquês e começa a sua incessante e agoniante escuta para entender ou pelo menos tentar o que Hannah não conseguiu  em vida.

Não vou falar sobre os Porquês, mas é um livro carregado de emoções e de acontecimentos que para algumas pessoas pode parecer bobagem mas para Hannah e para quem sofre de depressão pode ser simplesmente a gota d’água.

Então como eu disse anteriormente, essa resenha vai ser um pouco diferente e aqui vou falar um pouco sobre depressão e suicídio.

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Depressão: A depressão é o mais comum dos transtornos mentais, mas é uma doença tratável. Os tipos de depressão são: clássica, distimia, transtorno bipolar e sazonal.

A Organização Mundial da Saúde calcula que, em vinte anos, a depressão ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam.

Reconhecer a depressão é frequentemente o maior obstáculo para diagnosticar e tratar a depressão. Infelizmente, aproximadamente metade das pessoas que passa pela depressão nunca tem a doença diagnosticada ou tratada. E isso pode ser uma ameaça: mais de 10% das pessoas que têm depressão se suicidam.

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Aqui estão alguns sinais aos quais você deve ficar atento:

Tristeza;
Perda de interesse por coisas que antes você gostava;
Falta de energia e dificuldade de concentração;
Dificuldade de tomar decisões;
Insônia ou sono em excesso;
Problemas no estômago ou na digestão; 
Sentimento de desesperança;
Problemas sexuais, como a falta de interesse;
Dores; 
Mudança no apetite, levando ao ganho ou à perda de peso;
Pensamentos de morte, suicídio e auto-mutilação;
Tentativa de suicídio.

Sinais de alerta
Ameaças de se matar; 
Preparar-se para morrer: doar seus bens preferidos, escrever cartas de despedida ou expressar desejos; 
Não ter esperança no futuro; 
Não se importar mais com nada, nem com si mesmo.

 

Como podemos perceber, praticamente todos os pontos acima são tratados no livro. Uma doença que está passando despercebida por parte da sociedade, e que são consideradas por algumas pessoas como drama, bobagem, ou simplesmente querer chamar a atenção de outras pessoas.

O que me deixou mais triste nesse livro é saber que o livro não se trata apenas de ficção, é uma realidade e muito próxima de todos nós.

Sou próxima de muitas pessoas que sofrem de depressão, algumas de forma mais leves e outras de formas mais agressivas. E por vários momentos senti muito medo de perder essas pessoas para a depressão. Uma das coisas que descobri convivendo com essas pessoas é que elas precisam ser ouvidas, se sentirem queridas, precisam de tratamento. E outra coisa muito importante, é a sociedade entender que depressão é uma doença, isso mesmo, uma doença, como a pneumonia, o câncer, e que se não for feito o tratamento o pior pode acontecer a algum momento.

Mas vocês sabem o que fazem as pessoas a cometer o suicídio? Segundo a filosofia o suicídio é, antes de mais, um indicador do estado moral da sociedade, que embora seja sublime e subjetivo, mostra-nos que forças de ação individuais e colectivas atuam em sociedade e em que grupos predominam. O meio social determina, portanto, as características, os valores e normas sociais, que embora sejam comuns numa sociedade, ganham maior ou menor adesão em cada grupo social. Só assim se explica o maior ou menor interesse do indivíduo pela vida, que numa etapa mais aguda pode ser uma das causas ocasionais do suicídio. Conquanto todos os ideais, crenças, hábitos e tendências comuns que constituem o meio social são independentes entre si, no entanto propendem para diferentes graus de coesão social e consequentemente para uma diferente tendência coletiva do suicídio.

Mitos comuns sobre o suicídio

  • ‘Quem fala, não faz’ – Não é verdade. Muitas vezes, a pessoa que diz que vai se matar não quer “chamar a atenção”, mas apenas dar um último sinal para pedir ajuda. Por isso, os especialistas pedem que um aviso de suicídio seja levado a sério.
  • ‘Não se deve perguntar se a pessoa vai se matar’ – É importante, caso a pessoa esteja com sintomas da depressão, ter uma conversa para entender o que se passa e ajudar. Não tocar no assunto só piora a situação
  • ‘Só os depressivos clássicos se matam’ – Não. Existe o depressivo mais conhecido, aquele que fica deitado na cama e não consegue levantar. Mas outras reações podem ser previsões de um comportamento suicida, como alta agressividade e nível extremo de impulsividade. Os médicos, inclusive, pedem para a família ficar atenta ao momento em que um depressivo sem tratamento diz estar bem: muitas vezes ele pode já ter decidido se matar e tem o assunto como resolvido.
  • ‘Quando a pessoa tenta uma vez, tenta sempre’ – A maior parte dos pacientes que levam a sério o tratamento com medicamentos e terapia não chegam a tentar se matar uma segunda vez. O importante é buscar a ajuda.

FONTE: G1 , Minha Vida

Espero que esse livro e a série sirva de alerta para muitas pessoas, principalmente para aqueles que acreditam que Depressão é “coisa de quem quer chamar a atenção”. Com certeza é um dos livros que quero levar para a vida.

Vou aproveitar também para indicar 4 livros que falam sobre depressão/ suicídio que eu adoro.

Estou tentando digerir a leitura para começar em breve a série. Enfim, espero que tenham gostado e que leiam, assistam, e procurem saber mais sobre esse assunto que assombra a humanidade.

Beijos da Bia!!!

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4 comentários sobre “Resenha ” Os 13 Porquês”, Jay Asher

  1. Dayane Alves disse:

    Realmente é um assunto muito delicada e como mãe e pessoa em tratamento dá depressão, achei válido a sua informação buscando fontes confiáveis. Quanto ao livro não tenho uma opinião formada pois ainda não o li. Mas também não acredito que seria bom para o meu tratamento.
    Bj
    Daya Alves

    Curtido por 1 pessoa

  2. One disse:

    Gostei muito do seu post!! Infelizmente as pessoas não levam a sério alguns pedidos de ajuda… E falam na tua cara “Deixa de drama” é muito triste, ver sua vida dedicada a algumas pessoas e essas nem se importarem com você… Quero ler esse livro antes de ver a sério. Mas, não sei se estou num momento propício pra ler sobre esse tema.
    Com carinho
    One®

    Curtir

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