Resenha “Métrica”, Collen Hoover

Livro: Métrica

Autor: Colleen hoover

Número de Páginas: 304

Editora: Galera Record

Sinopse: Após a morte do pai, a ausência torna-se a maior companheira de Lake. A responsabilidade pela mãe e pelo irmão caçula a congelam num limbo de luto e dor. Por fora, ela parece corajosa e tenaz; por dentro, está perdendo as esperanças. E se mudar do único lar que conheceu não ajuda em nada.

Agora em uma nova casa, em uma nova cidade, ela precisa achar seu caminho. E um rapaz apaixonado por poesia pode ser o guia perfeito. Quando conhece o novo vizinho, Layken imediatamente sente uma intensa conexão. Algo que finalmente parece desanuviar um pouco sua realidade.

Mas o caminho da verdadeira felicidade não é feito de tijolos dourados, e logo uma revelação atordoante faz o novo relacionamento ser bruscamente interrompido. O dia a dia vai se tornando cada vez mais doloroso à medida que eles se esforçam para encontrar um equilíbrio entre os sentimentos que os aproximam e as forças que os separam.

Layken e Will precisam decidir se o amor é mesmo a maior das recompensas. E se estão dispostos a tudo para vivê-lo. Até mesmo magoar um ao outro. Na poesia dos dois, talvez a estrofe perfeita seja solitária e ímpar. E amor rime com dor.

Minha Resenha

Métrica foi um livro que despertou meu interesse de forma quase que instantânea. Eu li alguns de seus trechos postados por blogs no Tumblr e fiquei fascinada. Seu título métrica, que nada mais é do que uma medida utilizada em uma poesia para organizar os versos, traz uma espécie de panorama sobre a “temática” desse primeiro livro.

“O objetivo é a poesia…”

Após conseguir baixar o livro em PDF (eu não poderia esperar por um físico), eu fui imediatamente lê-lo. Já nas primeiras páginas eu me deparei com personagens aparentemente distintos, mas que possuem uma ligação entre si.

Layken, afetada pela morte súbita do pai, se tornou uma garota fechada, pessimista (no  entanto, isso mudaria em breve). Seis meses depois dessa fatalidade, mudou-se com sua mãe e seu irmão para uma cidade na qual, até aquele momento, não conhecia ninguém. Logo após sua chegada, Lake conhece Will, um rapaz encantador e apaixonado por poesia, a única pessoa capaz de tocar sua alma em seis meses.

“As pessoas não são capazes de chorar para sempre.

 No fim das contas, todo mundo pega no sono.”

Will me conquistou de cara. Ele é o tipo de garoto perfeito: Inteligente, engraçado, carinhoso… Will derrama seus sentimentos mais profundos sobre a superfície de um papel, tornando-o mais apaixonante. No entanto ele, assim como Lake, possui um passado triste repleto de perdas que poderá (e irá) interferir nos sentimentos que eles têm um pelo outro.

“Sei que esse contato entre nós é errado, mas sinto como se 

fosse incrivelmente certo.”

Eles formam um casal perfeitamente fofo. E, confesso, a cada página que lia, eu queria mais e mais deles. Eles são como uma droga: viciantes (no bom sentido, é claro).

“Ele se afasta e coloca as mãos nos meus ombros. 

— Então, somos amigos? Não vai tentar dar um soco em mim de novo?

 — Amigos — digo, relutante. É a última coisa que quero ser. Amiga dele.”

O livro é narrado em primeira pessoa, a partir do ponto de vista de Lake. No início de cada capítulo há um trecho de uma música da banda The Avett Brothers (banda que Lake e Will amam). O vocabulário é simples, o livro contém diversas poesias escritas pelos personagens. \Foi uma leitura agradável e viciante. O livro tem uma dose de drama, mas não foi um livro que me levou às lagrimas.

Ele traz, atrelado ao drama, uma lição de moral sobre a vida e, também, sobre a morte.

“Não foi a morte que deu um murro em você. Foi a vida. A vida acontece

 Merda acontece. E acontece muito. Com muita gente.”

Métrica é um livro adorável e o primeiro da trilogia Slammed, seguido por Parte e Essa Garota. Enfim, recomendo-o de coração. Foi um livro que me cativou desde a primeira frase e que me trouxe inspiração até a última, contribuindo para meu aprendizado sobre a vida.

“Não levem a vida tão a sério. Deem um murro bem na cara dela

 quando ela estiver precisando de uma boa surra. Riam dela. 

E riam muito. Nunca passem um dia sem

 rir pelo menos uma vez.”

Por Jamile Rocha

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