Resenha “Bem Atrás de Você”, Lisa Gardner

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Livro: Bem Atrás de Você

Autor: Lisa Gardner

Editora: Gutenberg

Número de Páginas: 349

Sinopse: Após uma tragédia que o separou por oito anos de sua irmã mais nova, Sharlah, o jovem Telly ressurge como o principal suspeito de uma onda de assassinatos.
Só uma pessoa é capaz de desenhar o perfil do criminoso: o hábil ex-agente do FBI Pierce Quincy, que é convocado para colaborar no caso. Mas seu envolvimento como pai adotivo de Sharlah pode obscurecer sua linha de raciocínio ou levá-lo para um emaranhado de pistas desconexas, mostrando que o caso pode ir muito além do que parece ser.

Minha Resenha

 

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Meu primeiro contato com a autora foi com o livro Sangue na Neve, e que por sinal amei demais, então, assim que tive oportunidade de ler o mais novo lançamento da Editora Gutenberg eu não pude exitar, tive que correr para ler o quanto antes.

Bem Atrás de Você é um suspense policial, irá nos contar inicialmente a história de duas crianças que viviam a mercê da irresponsabilidade dos pais, que viviam sempre bêbados ou drogados. Telly, até então com 9 anos se via na responsabilidade de cuidar de sua irmã Sharlah de apenas 5 anos.

“Eu tenho sorte. Sei disso. E estou me esforçando bastante para colar meus cacos e melhorar e controlar meus impulsos. Mas em alguns dias é difícil ser eu mesma.”

Vivendo em uma ambiente familiar, completamente hostil, os dois irmãos tinha como refúgio a biblioteca, e ali passavam boa parte dos seus dias. Mas em um dia tudo saiu completamente do controle, o pai das crianças totalmente transtornado acabou matando a esposa a facadas, e em um momento de fúria parte cima das crianças. Para proteger Sharlah, Telly usa um taco de beisebol que sua irmã lhe entrega, para se desvencilhar de seu pai, e o acaba matando.

Como era de se esperar, a justiça decide que Telly não é um bom exemplo para irmã mais nova e lhes mandam para casa de adoção, sem lhes darem o direito de se despedirem, e pior, Telly carrega um ressentimento por ter machucado sua irmã em um momento que só desejava lhe proteger.

“O passado é um luxo que crianças acolhidas não tê. Estamos ocupadas demais vivendo no presente. Quaisquer pensamentos que nutrisse sobre meus pais, já não penso mais. Quaisquer emoções que nutrisse em relação àquilo que meu irmão fez, eu não sinto mais.

Agora eu me pergunto se Telly tinha feito o mesmo até hoje de manhã, quando saiu da cama, carregou a primeira arma e puxou o gatilho.”

Oito anos depois, Telly já com 17 anos já tem uma família adotiva, e aparentemente leva uma vida tranquila. Shalah agora vive com um casal que trabalham na polícia o que levava a crer que estaria sempre rodeada de muita segurança.

Tudo parecia se encaminhar na mais perfeita ordem, até que Telly é tido como suspeito da morte de seus pais e de outras duas pessoas em um posto de gasolina em um surto de fúria como no passado. Dessa vez parecia que foi tudo premeditado, e todas as pistas levavam a crer que Sharlah seria o próximo alvo, porém mantê-la em segurança não seria nada fácil. Então os pais adotivos de Sharlah, iniciam uma incessante busca por esse assassino, fazendo de tudo para pará-lo, e o mais importante, salvar a vida se sua filha.

“A maioria das pessoas passa pela vida sabendo que existe violência lá fora, mas protegida por uma certa distância.”

 

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“O mundo não é seu amigo. Ele não te dá nada e te tira tudo.”

Mas o que seria pior: capturar um psicopata, buscar pistas de como seria o ataque ao próximo alvo, ou lidar com a possibilidade do irmão da sua filha ser esse psicopata e estar prestes a matá-la?

O livro não trata apenas de uma investigação policial, ele simplesmente começa a desvendar o passado dos personagens principais. Vários personagens vão surgindo ao longo do livro, e vão nos dando motivos para desconfiar de cada um, o que deixava a cada página mais surtada. Traçando o perfil de cada personagem, e buscando prever os próximos passos do que poderia estar por vir, a história se torna ainda mais eletrizante.

“Confiar em alguém é difícil, especialmente para pessoas como nós. Eu, você, Quincy. Temos uma tendência a achar que sabemos o que é melhor. E de que nos sentimos mais confortáveis agindo sozinhos. Mas para construir uma família temos que deixar a arrogância e a zona de conforto de lado. Estamos aqui para confiar um nos outros, apoiarmos uns aos outros.”

A narrativa se passa entre o passado e presente, o que nos ajudou a entender todo o enredo que parecia muito real. Com uma escrita totalmente intrigante e envolvente, Lisa nos faz se sentir dentro da história e nos faz ter vários tipos de reflexões como: porte de armas, pessoas com perfis psicopatas, distúrbios familiares e as consequências que esses problemas podem trazer para a personalidade de crianças e adolescentes que estão em um período de descobertas.

Se você está a procura de um suspense policial, com uma narrativa que pode fazer seu cérebro pirar de uma hora para outra, esse livro foi feito pra você. Um livro que com certeza será favoritado e que te dará mais vontade de ler outras obras da autora.

Por Bia Sousa

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Resenha “A Poção Secreta: Diário de uma Garota Alquimista”, Amy Alward

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Livro: A Poção Secreta – Diário de uma Garota Alquimista

Autor: Amy Alward

Editora: Jangada

Número de Páginas: 368

Sinopse: A Princesa do Reino de Nova toma acidentalmente uma poção do amor, e se apaixona por si mesma! Para encontrar o antídoto que possa curá-la, o rei mobiliza todos numa expedição chamada Caçada Selvagem. Competidores do mundo todo saem em busca dos mais raros ingredientes em florestas mágicas e montanhas geladas, enfrentando perigos e encarando a morte para encontrar a fórmula da poção secreta. Dentre eles, está Samantha, uma garota comum que herdou dos seus ancestrais alquimistas o talento para preparar poções. Esta pode ser a oportunidade para reerguer a decadente loja de poções da família, afinal o mundo todo estará acompanhando a Caçada nas mídias sociais. Será que ela conseguirá descobrir a cura e salvar a Princesa?

Minha Resenha

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Ahhhhh eu estou gritando com esse livro até agora. Sim, eu comprei esse livro pela capa, que por sinal é maravilhosa, e por mais que estivesse super ansiosa eu não tinha noção nenhuma sobre o que se tratava a história. Mas já adianto que é incrível.

“Porque, se uma pessoa herda o dom dos Kemi, ela simplesmente não pode deixar de usá-lo.”

Nesse livro teremos como protagonista, Samantha Kemi, uma adolescente comum, como eu e você. Diferentemente de sua irmã ela não herdou poderes mágicos, mas em contra partida tem um talento maravilhoso para produzir poções mágicas. Sua família está vivendo em uma decadência que não parece ter fim, a loja de poções da família quase não vende, graças a corporação Zoroaster, empresa que produz poções sintéticas em maiores escalas.

A história se passa no Reino de Nova, onde a princesa acaba tomando uma poção do amor e se apaixona por si mesma. Que confusão, não é mesmo?! Mas o Reino se vê muito preocupado com a segurança e com a vida da princesa Evelyn, e decidem que é hora de iniciar mais uma Caçada Selvagem.

“Então vejo eu mesma. A garota nerd comum – cujo o destino é se esconder no laboratório com frascos de Barba de Mago e plantas estranhas como companhia, não viver uma história de amor. Não há lugar para mim nessa fórmula. Sou um ingrediente de reposição, não a poção final.”

A Caçada Selvagem nada mais é que uma competição para a produção de poção mágicas, em um curto prazo de tempo para salvar os integrantes da  família real. Dessa vez o grande desafio é criar uma poção do amor que sirva de antídoto para a Princesa.

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Samantha vê na Caçada Selvagem uma oportunidade de conseguir dinheiro para reerguer a loja da família Kemi, e também para custear os estudos de sua irmã mais nova, além disso, de ter todo o reconhecimento de todo o Reino de Nova.

“Não posso imaginar por que alguém iria querer uma poção do amor. Por que alguém iria querer passar por essa dor? Por que sofrer com isso voluntariamente? Pois, se existe uma coisa que a história já nos ensinou sobre poções do amor é que elas sempre, sempre!, terminam em tragédia.”

Assim, Samantha parte com Kirsty, uma Coletora, em busca dos ingredientes secretos para a produção da Poção. Além de encarar todos os desafios das florestas, montanhas e diversos outros locais ambas terão que encarar outras equipes rivais que vieram de todo o mundo para salvar a vida da Princesa.

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Não bastasse isso, Samantha se vê completamente apaixonada Zain Aster, um dos seus rivais na Caçada e filho do dono da corporação Zoroaster. Lutar contra seus sentimentos e vencer cada um dos desafios para encontrar os ingredientes dessa poção não serão nada fácil, já que a mídia estão sempre acompanhando seus passos, e a descrição é a principal arma de Samantha.

“Meu maior medo é o anonimato. O esquecimento. A obscuridade. O medo de que eu não vá fazer mais nada na minha vida que não seja apodrecer na loja da minha família. O medo de que eu vá viver a vida toda sem fazer algo que possa causar impacto. O medo de que vá encontrar o garoto a quem eu queira dar o meu coração só para vê-lo me ignorar. Me esquecer.”

Um livro mágico e cheio de muita aventura que me conquistou da primeira até a última página. Não dava vontade de largar o livro nem para comer de tanto que a história é envolvente. Já estou ansiosa para ler o segundo livro e mais ansiosa ainda para o lançamento do terceiro que já está quase ai.

Com uma edição maravilhosa e capa ainda mais deslumbrante, o livro não deixa a desejar em momento algum, com leitura bem leve, já sinto saudades de cada um dos personagens que amei tanto. Com certeza é um livro mais que favoritado e que vou sair recomendando para Deus e o mundo.

Por Bia Sousa

Resenha “Tartarugas Até Lá Embaixo”, John Green

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Livro: Tartarugas Até Lá Embaixo

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 270

Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, o autor do inesquecível “A Culpa é das Estrelas”, lança o mais pessoal de todos os seus livros: “Tartarugas Até Lá Embaixo”

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, distúrbio mental que o afeta desde a infância –, “Tartarugas Até Lá Embaixo” tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Minha Resenha

 

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Posso começar essa resenha com um simplesmente “Sem dúvidas o melhor livro do John Green que já li até hoje”, e não, de longe isso é um exagero.

“E a questão é que, quando a gente perde alguém, a gente se da conta de que no fim vai perder todo mundo.”

Em Tartarugas Até Lá Embaixo, conheceremos Aza Holmes, uma adolescente um tanto quanto peculiar. Sem muitos amigos, de poucas palavras até com a própria mãe, além disso, ela é portadora de TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo, que é considerado uma doença mental grave.

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é um transtorno comum, crônico e duradouro. É caracterizado pela presença de obsessões e/ou compulsões. Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que são vivenciados como intrusivos e indesejados. Compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais em que um indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas rigidamente.

 “Um dos desafios da dor, seja física ou psíquica, é que só conseguimos nos aproximar dela através de metáforas. Não temos como representá-la como fazemos com uma mesa ou um corpo. De certo modo, a dor é o oposto da linguagem”

Não bastasse sofrer calada, Aza se vê obrigada pela amiga a ir atrás de um mistério, o desaparecimento do bilionário Russell Pickett. A maior motivação de Daisy, amiga de Aza, é a recompensa oferecida pela polícia, nada mais, nada menos que 100 mil dólares.

 

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Daisy vai atrás de Aza para que lhe ajude a conseguir essa recompensa o mais rápido possível. Ma porque pedir a ajuda de alguém e ter que dividir o dinheiro quando se poderia ter ele todo para si? Simplesmente por Aza conhecer Davis, filho de Russell Pickett.

“Toda perda é única. Não dá para saber como é a dor de outra pessoa, da mesma forma que tocar o corpo de alguém não é o mesmo que viver naquele corpo.”

Assim as duas partem juntas para solucionar esse mistério, tentando se aproximar o mais rápido possível de Davis, porém as duas não poderiam imaginar que ele pudesse ser mais espertas que as duas juntas. Logo de cara, Davis percebeu que a aproximação se devia graças ao dinheiro, e para evitar mais sofrimento para si e para o irmão mais novo ele decide dar por vontade própria o valor da recompensa para que as duas desistam de encontrar o paradeiro de seu pai.

O dinheiro nunca foi de interesse de Aza, e com a proximidade que ela passou a ter com os irmãos Pickett, e principalmente por ver o sofrimento de Noah, ela decide quer quer ajudar, e que vai descobrir custe o que custar onde Russell se encontra.

“Nossos corações estavam partidos nos mesmos lugares. Isso é parecido com amor, mas talvez não seja exatamente a mesma coisa.” 

Por mais que seja de família muito rica, Davis é muito simples, humilde e verdadeiro, o que acabou chamando muito a atenção de Aza, fazendo que uma amizade verdadeira crescesse muito forte, mas em certos momentos os dois não sabiam se isso era amor ou simplesmente amizade.

 

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Devido ao transtorno de Aza, não foi nada fácil lidar com todo esse turbilhão de sentimentos, surtos seriam inevitáveis. Ela enxergava o sofrimento do próximo, se preocupava de verdade, enquanto consigo mesma não tinha noção das consequências de seus atos.

“O problema dos finais felizes é que ou não são realmente felizes, ou não são realmente finais, sabe? Na vida real, algumas coisas melhoram e outras pioram. E aí a gente morre.”

Por mais que seja um livro muito sofrido, tanto para os Pickett, quanto para Aza é uma leitura um tanto quanto gostosa. Não é fácil encontrar leituras que falam abertamente de transtornos mentais e sobre as suas consequências. Além disso, do quão importante é estar próximo de pessoas que nos amam de verdade e que nos darão apoio independente da situação que nos encontramos. Nesse livro teremos que encontrar o paradeiro de Russell e também do ‘eu’ perdido de Aza Holmes.

Eu estava com muitas expectativas para essa leitura, e todas foram mais do que superadas, um livro que me tocou muito e que me fez gostar ainda mais da escrita de John Green.

Por Bia Sousa

Resenha “Esperando Bojangles”,Olivier Bourdeaut

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Livro: Esperando Bojangles

Autor: Olivier Bourdeaut

Editora: Autêntica

Número de Páginas: 128

Sinopse: Apenas um ano após sua publicação na França, “Esperando Bojangles” foi contemplado com diversos prêmios literários, alcançou a marca de 300 mil exemplares vendidos e teve seus direitos de tradução negociados para 29 países.
Diante do olhar maravilhado do filho, eles dançam ao som de “Mr. Bojangles” na voz de Nina Simone. O amor que os une é mágico, vertiginoso, uma festa eterna. Na casa deles só cabem o prazer, a fantasia e os amigos. Quem dá o tom, quem comanda toda essa dança é a mãe, qual um fogo-fátuo imprevisível e extravagante. Foi ela que adotou o novo membro da família, Mademoiselle Supérflua, um pássaro grande e exótico que perambula pelo apartamento, bica os convidados e usa coleira de pérolas. É a mãe que os arrasta o tempo todo para um turbilhão de poesia e quimeras.
Um dia, porém, ela vai longe demais. E pai e filho farão tudo para que a festa continue. Nunca um louco amor traduziu tão bem a história dessa família.

Minha Resenha

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Sabe quando você começa a ler um livro sem expectativas e no fim das contas é completamente surpreendido?! Foi assim que me senti ao ler Esperando Bojangles.

Livro narrado por uma criança, a história nos apresenta a uma história de amor bem peculiar de uma família, que por sinal é uma família bem fora da casinha.

Uma família que vivia rodeada de música, festas e principalmente muita dança.

Mas você ainda não acredita que essa família é bem fora da casinha? Vou te dar três motivos para isso:

  • O pai nunca usa por mais de dois dias para chamar a sua esposa;
  • Eles tem um animal de estimação, que não dizer qual é, com um nome nada convencional e com roupas mais extravagantes que muita gente por aí;
  • Eles mentem sempre, descaradamente, criando praticamente uma nova verdade para si, e não haviam limites para essas mentiras.

Mesmo vivendo intensamente sem ter medo das consequências, o que fazia que essa família se continuasse de pé é o amor, seja entre eles mesmo ou o amor que tinham pela vida, dança ou amigos, e estou falando do mais belo e verdadeiro tipo de amor.

Juro que pensei que seria uma leitura rápida e leve, mas foi totalmente o contrário, foi uma leitura bem densa e considerando o número de páginas que o livro têm acabou sendo uma leitura bem lenta. Mas isso não me fez deixar de amar tanto essa leitura.

Eu chorei, sorri e me apaixonei completamente por essa família. Além disso fiquei completamente emocionada com o fim do livro, não esperava que fosse daquela forma, e até agora não gostaria que tivesse sido assim, o autor conseguiu aflorar meus sentimentos mais profundos com muita maestria.

O autor trás uma escrita que sem dúvidas me tirou da famigerada zona de conforto, mas que de certa forma só me fez sentir muito bem.

Se você está a procura de um livro totalmente diferente, mas mesmo assim cheio de muito amor, essa com certeza será uma ótima leitura.

Por Bia Sousa

Resenha “Piano Vermelho”, Josh Malerman

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Livro: Piano Vermelho

Autor: Josh Malerman

Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 320

Sinopse: O novo thriller do autor do best-seller Caixa de pássaros. Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

Minha Resenha

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Segundo livro do autor Josh Malerman, Piano Vermelho é um dos livros que mais desejei ler em 20187 porém infelizmente não atendeu as minhas expectativas. Como muita gente sabe que sou completamente apaixonada pelo livro Caixa de Pássaros e a escrita do autor.

Em Piano Vermelho nos é apresentado no período da Segunda Guerra Mundial ( o que logo de cara chamou a minha atenção), mais exatamente no deserto na Namíbia. O livro segue uma investigação nada convencional. A investigação é sobre um som que vem aterrorizando muita gente, um som tão poderoso que é capaz de causar uma destruição ainda maior que uma bomba nuclear.

“Se considerarmos que o som realmente é capaz de evocar fantasmas de soldados do passado, que também é capaz de parar a roda da história, capaz de acabar com os padrões e círculos que o homem produz…então por que também não poderia afetar nossas próprias histórias: Por que o som não poderia operar em um plano filosófico?”

Pensando em investigar de onde esse som vinha, o governo dos Estados Unidos resolve contratar uma banda, Os Danes, que já havia servido ao Exército anos atrás. Interessante, não é mesmo?! Foi o que eu imaginei.

Pois bem, a leitura se mostrou extremamente cansativa, parecia que eu lia horrores e nada de tão interessante acontecia.

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A narrativa do livro é intercalada entre o deserto da Namíbia e um hospital, onde Philip Tonka está internado com ferimentos gravíssimos, porém o mesmo não revela o que, ou quem teria feito isso com ele.

“Todo soldado precisa estar preparado para um inimigo ainda mais louco que ele.”

Com uma narrativa um tanto quanto confusa, com um suspense que parece não ter solução, e com um final frustrante e nada atrativo, infelizmente não me agradou, parecia que estava lendo um livro de outro autor.

Não sei realmente se gostei da leitura ou se ainda não era o momento certo para ler esse livro. Senti que a história deixou muito a desejar, ainda mais por ter sido tão bem divulgado, em minha opinião o livro não faz jus a propaganda que é feita por aí.

Por Bia Sousa

Resenha “Palavridário”, Kézia Mart

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Livro: Palavridário

Autor: Kézia Martins

Editora: Independente

Número de Páginas: 75

Sinopse: Palavridário é um livro que reúne Contos e Crônicas distintos sobre a vida de um escritor e leitor. As angustias, o dia a dia, os amores, as palavras, e a falta delas. São palavras expostas em um quase dicionário. Para alguns podem ser apenas historias, palavras em seus vários sentidos. Para outros podem ser desabafos, ajudas, entendimentos, e respostas quase desfeitas. Porém, para os que possuem as palavras em seu coração, Palavridario é um livro com trechos de vidas passadas, á procura de versos que tenham fim.

 

Minha Resenha

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“Eu não sou qualquer frase boba que se lê em um minuto. Você precisa prestar atenção, ler, reler, questionar, se prender, para de fato, entender. Sou aquele tipo de texto cansativo que muitos acabam desistindo e não descobrem a resposta no final da linha. Sou o texto cheio de dúvidas e incertezas. Como você. Por isso precisa me ler, para que no meio dessas contradições possamos nos encontrar. Você deveria saber que em um texto cheio de perguntas, depende de cada leitor encontrar sua reposta.”

Ahhh com certeza essa é mais uma leitura que deixará o seu coração bem quentinho. Em Palavridário, livro da nossa autora parceira Kézia Martins, encontraremos pequenos textos em formas de crônicas que de certa forma falam de amor.

Aquele livro que nos faz abrir os olhos e o coração para todos os sentimentos que guardamos em nossos corações, e o principal sentimento presente nesse livro é o amor.

“Porque escrever é bem mais que ter, é entender, e entregar a emoção que um dia pairou em suas mãos.”

Palavridário é um livro cheio de sentimentalismo, que nos faz sorrir, chorar, amar, e se emocionar. Uma leitura que só nos deixa com um gostinho de quero mais de tão deliciosa que é.

Kézia nos presenteia com um livro tão lindo que não dá vontade de largar de forma alguma. Mais uma vez eu me encantei com a escrita da autora.

“Desculpe pela complicação, mas de criança nasci frase pra crescer verso, virar texto e me tornar livro. Quero ser o tipo de livro que ficará guardado em sua estante ou coração, sem devolução ou empréstimo. Quero ser aquele seu livro favorito ao qual você sentirá vontade de ler milhares de vezes e ainda assim, continuará apaixonado pelas páginas.”

Além disso o livro conta com um projeto gráfico tão maravilhoso, com ilustrações lindas e também citações que são ainda mais lindas.

Com certeza é mais um livro que recomendo muito, uma leitura para todos aqueles que querem se encantar com as palavras e ainda mais aquecer o seu coração.

“Sinto dizer, mas a morte não é um trem que busca passageiros. Ela é um trem passageiro, onde todo mundo, um dia, vai ter que passar.”

Palavridário está disponível no formato de e-book na Amazon por um precinho que vale muito a pena.

Por Bia Sousa

Resenha “Turma da Mônica Jovem: Uma Viagem Inesperada”, Babi Dewet, Carol Christo, Melina Souza e Pam Gonçalves

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Livro: Turma da Mônica Jovem- Uma Viagem Inesperada

Autor: Babi Dewet, Carol Christo, Melina Souza e Pam Gonçalves

Editora: Nemo

Número de Páginas: 336

Sinopse: Pergunta: O que pode acontecer numa viagem inesperada? Resposta: Tudo!
As personagens da Turma da Mônica Jovem estão reunidas, pela primeira vez, em um livro de contos. Mônica, Magali, Denise e Marina embarcam em aventuras inéditas, cada uma com um destino especial.
Mônica parte rumo à Coreia do Sul, em um tour inesquecível, repleta de k-pop, cores e aventuras. Magali tem seus planos virados de cabeça para baixo e acaba em Paraty, onde gastronomia e novas amizades se misturam. Marina desenvolve um novo lado artístico em Londres – com direito a chá, saudades, encontros e desencontros. E Denise, por ter se metido numa encrenca, é mandada de castigo para um acampamento na Serra Catarinense. Prepare as suas malas e acompanhe as garotas em viagens pelo Brasil e o mundo, com romances, confusões e aventuras!

Minha Resenha

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Me segurem, estou morrendo de amores por esse livro! E sim, isso não é exagero.

Em Turma da Mônica Jovem- Uma Viagem Inesperada, contaremos com quatro contos incríveis, que é praticamente impossível escolher qual o meu favorito.

Não posso negar que sou suspeita para falar pois sou fã da Turma da Mônica desde que aprendi a ler, e sou apaixonada por cada um dos personagens, então quando tive a oportunidade de ler eu não pensei duas vezes, eu precisava matar essa saudade.

Irei fazer breves comentários sobre cada conto, para evitar spoilers dessas belezuras. A princípio todos os personagens principais estão de férias, e já posso adiantar que aventuras não faltarão nesse livro.

No primeiro conto,  Uma Aventura na Coreia do Sul, da Babi Dewet, teremos como personagem principal a Mônica, que agora não é mais gordinha, porém continua com seu fiel escudeiro Sansão (o coelho mais amado desse país). Mônica perde uma aposta feita com o Cebola (choremos pois não é Cebolinha mais) e devido a isso ela seria obrigada a se inscrever em alguma promoção da rádio Max. e pasmem, ela ganhou, Mõnica vai para a Coreia sem nenhum conhecido, e sem sequer conhecer o idioma. Mônica parte em uma aventura sem igual, cheia de muitos pontos turísticos incríveis e muito k-pop. Eu ri muito com esse conto , e com certeza matei minha saudade dessa personagem bem bravinha.

No segundo conto, Um Menu de Surpresas, escrito pela Carol Christo, teremos como personagem principal a Magali, que agora é fitness hahaha. Nessas férias Magali estava muito feliz, pois iria aproveitar cada minuto com seu namorado Quinzinho e também iria mais uma vez completar sua lista de desejos para as férias, bacana, não é mesmo?! Mas seus planos viria água a baixo, sua tia ficou doente e seus pais decidem que vão para Paraty. Magali fica muito triste, pois ela não teria outra opção, teria que ir, e seu namorado não poderia lhe acompanhar pois precisa ajudar seu pai na padaria da família. Magali ficou muito contrariada com essa viagem, mas ela jamais imaginou que essas férias seriam tão surpreendentes. Depois desse conto posso afirmar que a Magali ficou ainda mais encantadora do que já era.

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No terceiro conto, Londres Para Leigos, temos como personagem principal Marina, aquela desenhista linda amada por muita gente. Surpreendentemente seus pais decidem lhe dar um presente, um curso de fotografia em Londres, maravilhoso, não é mesmo?! Mas infelizmente seu namorado Franja não gostou muito da ideia e o relacionamento dos dois ficou abalado. Nessa viagem Marina conhecerá novos amigos e descobrirá novos talentos. Fiquei muito feliz em ter oportunidade de conhecer um pouco mais dessa personagem tão linda.

No último conto, Férias na Serra Catarinense, da Pam Gonçalves, terá como personagem principal a Denise, que não está nem um pouco satisfeita com essas férias. Uma garota super descolada, antenada com moda e rede social se vê sendo mandada para a fazenda da tia, onde não pega sequer o sinal de telefone. Sabem o motivo disso?! Uma notificação do Twitter fez o seu professor acreditar que ela estava colando na prova, e como castigo sua mãe decidiu que o melhor era fazer com que sua filha ficasse pelo menos 15 dias longe das redes.  Ela não estava suportando ficar na sua tia, o local fazia muito frio era cheio de animais, tinha que acordou cedo, sem internet e ainda pior, um garoto insuportável que aparecia em todos os lugares. Mas ela jamais poderia imaginar que essa viagem poderia ser a melhor viagem de todos os tempos de sua vida.

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O que chamou a minha atenção foi a conexão que os personagens tinha mesmo não estando presente no mesmo conto tão expressivamente, além disso todos têm uma leitura mais que envolvente, fazendo com que a leitura seja bem rápida.

Amei ter mais essa oportunidade onde pude matar a saudade dessa turminha mais que especial. Apesar de não ser uma história em quadrinhos o livro conta com ilustrações lindíssimas feitas pelo maravilhoso Maurício de Sousa, o que fez com que o livro tenha um toque ainda mais especial.

Com certeza é um livro mais que recomendado, não só para o público infanto-juvenil, mas também para as pequenas grandes crianças que cresceu junto com essa turminha maravilhosa.

Por Bia Sousa. 

 

Resenha “Palavras Seletas” Dayenne Machado

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Livro: Palavras Seletas

Autor: Dayenne Machado

Editora: Independente

Número de Páginas: 110

Sinopse: Palavras Seletas é um livro repleto de textos que falam sobre amor,amizade e sentimentos que existem dentro de mim. Alguns desses textos acompanharam a minha adolescência e foram fundamentais para a criação dos meus textos e livros. Textos esses que são cheios de sentimento. Escrever é algo tão fácil. Mas escrever sobre sentimentos, expor tudo o que sentimos é algo difícil e libertador ao mesmo tempo. Palavras Seletas é um livro que fala sobre sentimentos. É um livro onde posso expressar todos os sentimentos que tenho dentro de mim. Seja bem vindo ao meu mundo.

 

Minha Resenha

 

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Palavras Seletas 1 é um livro cheio de sentimentos, um livro escrito com alma e coração. Nesse livro a autora Dayenne Machado nos apresenta alguns textos ora de forma poética, ora em forma de crônica que nos faz sentir ainda mais próximos da escrita.

Baseado em suas próprias experiências, Dayenne nos mostra que é gente como a gente, que sentimentos bons e ruins podem chegar a qualquer coração, seja ele de quem for. Dayenne nos trás um conforto aos nossos corações com sua escrita e ao mesmo tempo também é uma espécie de liberdade para todos os sentimentos que guardamos dentro de nós devido ao medo de nos expressar.

Nessa leitura iremos sorrir, a até mesmo sentir nossos olhos marejados devido ao sentimentalismo presente em toda obra.

Com escrita delicada e totalmente tocante, a leitura é muito fluída, tornando ainda mais gostosa e rápida, mas mesmo assim ainda inesquecível. Me arrependo por não ter lido esse livro antes, pois com certeza poderia ter me trago o conforto em palavras que sempre procurei em algumas leituras.

Sinto-me completamente lisonjeada por ter tido a oportunidade de ler esse livro tão incrível,  espero que cada um de vocês possam ter a oportunidade sentir tudo o que senti enquanto lia essa preciosidade.

Palavras Seletas 1, está com mais de 2,4k de leitura e está disponível gratuitamente na plataforma do Wattpad.

Segue link para leitura desse livro encantador: https://www.wattpad.com/story/110900107-palavras-seletas

Por Bia Sousa

Resenha “As Sobreviventes”, Riley Sager

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Livro: As Sobreviventes

Autor: Riley Sager

Número de Páginas: 335

Editora: Gutenberg

Sinopse: Há dez anos, a estudante universitária Quincy Carpenter viajou com seus melhores amigos e retornou sozinha, foi a única sobrevivente de um crime terrível. Num piscar de olhos, ela se viu pertencendo a um grupo do qual ninguém quer fazer parte: um grupo de garotas sobreviventes com histórias similares. Lisa, que perdeu nove amigas esfaqueadas na universidade; Sam, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava; e agora Quincy, que correu sangrando pelos bosques para escapar do homem a quem ela se refere apenas como Ele. As três jovens se esforçam para afastar seus pesadelos, e, com isso, permanecem longe uma da outra; apesar das tentativas da mídia, elas nunca se encontraram.

Um bloqueio na memória de Quincy não permite que ela se lembre dos acontecimentos daquela noite, e por causa disso a jovem seguiu em frente: é uma blogueira culinária de sucesso, tem um namorado amoroso e mantém uma forte amizade com Coop, o policial que salvou sua vida naquela noite. Até que um dia, Lisa, a primeira sobrevivente, é encontrada morta na banheira de sua casa com os pulsos cortados; e Sam, a outra garota, surge na porta de Quincy determinada a fazê-la reviver o passado, o que provocará consequências cada vez mais assustadoras. O que Sam realmente procura na história de vida de Quincy?

Quando novos detalhes sobre a morte de Lisa vem à tona, Quincy percebe que precisa se lembrar do que aconteceu naquela noite traumática se quiser as respostas para as verdades e mentiras de Sam, esquivar-se da polícia e dos repórteres insaciáveis. Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.

Minha Resenha

 

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Gostaria de começar essa resenha com simplesmente “Meu Deus, porque não li esse livro assim que foi publicado?” e tenho certeza que é isso que você vai pensar quando você concluir essa leitura.

“Você não pode mudar o que aconteceu.
A única coisa que pode controlar é a maneira como lida com isso.”

Nesse livro teremos como personagem principal Quincy Carpenter, a única sobrevivente do massacre que ocorreu a alguns anos no Chalé Pine. Ela e mais 5 amigos foram a um aniversário e apenas ela saiu viva de lá. Aterrorizante, né?! O choque vivido por Quincy foi tão grande que ela não lembra de quase nada que aconteceu ali.

O caso do massacre ficou muito conhecido o que ganhou grande destaque na época do acontecimento, fazendo que a dor daquele momento fosse ainda pior. Mas por incrível que pareça. Quincy não foi a única a sobreviver a tanto horror, outras duas mulheres passaram por casos tão aterrorizantes quanto o dela.

“Demos muito azar, querida. A vida nos engoliu, depois cagou e todo mundo só quer que a gente supere e aja como se nada tivesse acontecido.”

 

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Lisa Milner, é uma sobreviente do Massacre da República Estudantil e Samantha Boyd, e a outra sobrevivente do massacre que aconteceu Hotel Nightlight Inn. Assim, essas três mulheres ficaram conhecidas como As Sobreviventes.

Dez anos depois, Quincy passa o seu tempo confeitando e cuidando de seu blog que fala sobre confeitaria, tem um namorado que a compreendeu e aceitou a carga que ela carrega devido ao massacre.

“Sou criação dele, forjada em sangue, dor e no aço frio de uma lâmina. Eu sou uma Garota Remanescente, porra.”

Tudo caminhava perfeitamente, na medida do possível, até que Lisa é encontrada morta na banheira de sua residência, primeiramente aparentava ser um suicídio, mas aos poucos provas foram mudando esse panorama. Assim, Quincy fica muito abalada psicologicamente.

Samantha Boyd aparece na casa de Quincy de repente, depois de muitos anos. Segundo ela estava só de passagem, mas acabou se aproximando de Quincy, porém essa aproximação começou a se transformar num verdadeiro inferno.

“Acredito piamente que é possível as pessoas não se tornarem reféns das coisas ruins que aconteceram no passado. Elas podem se recuperar. Podem seguir em frente. Você com certeza fez isso.”

Quincy não sabe o que fazer, a presença de Samantha e a morte de Lisa lhe faz fazer coisas que ela jamais imaginou. Além disso Quincy estava imaginando que quem matou Lisa poderia estar atrás dela e de Samantha também.

Cada acontecimento me deixava tensa, suspeitava de todos, e no fim das contas acabei ainda mais surpreendida. O livro me prendeu do começo ao fim, com enredo muito envolvente e sempre dinâmico entre passado e presente só nos deixava ainda mais tensa.

“A vida nos engoliu, depois cagou e todo mundo só quer que a gente supere e aja como se nada tivesse acontecido.”

Não vou comentar tanto sobre a história para evitar spoilers, mas com certeza é um livro excelente e que precisa ser lido tanto pelos amantes de thrillers psicológicos quanto para aqueles que querem conhecer o gênero.

Por Bia Sousa

Resenha “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, J.K. Rowling

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Livro: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Autor: J.K. Rowling

Número de Páginas: 320

Editora: Rocco

Sinopse: Durante 12 longos anos, a assustadora fortaleza de Azkaban manteve prisioneiro o bruxo Sirius Black. Condenado pelo assassinato de 13 pessoas com um só feitiço, alguns acreditam que Black seja o mais fiel dos seguidores d’Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Agora ele fugiu da prisão. E os guardas da prisão disseram que Black andara repetindo a seguinte frase durante o sono.

“Ele está em Hogwarts… ele está em Hogwarts.”

Será que o perigoso bruxo esta vindo atras de Harry?
Seja como for, Harry não está seguro, nem mesmo dentro de sua escola de magia, cercado por seus amigos. Principalmente porque, para piorar as coisas, pode haver um traidor entre as pessoas que o cercam.

Minha Resenha

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Confesso ainda estar decepcionada com a série, a escrita da autora é excelente e envolvente, porém até o momento não vejo motivos para tanto amor a essa série, nada de realmente muito emocionante e fantástico acontece.

“A palavra de uma criança, embora honesta e verdadeira, tem pouco valor para aqueles que não sabem mais ouvir.”

No terceiro livro da série daremos continuidade os desafios de Harry Potter com os seus tios que ainda não o aceitam, lhe tratando mal e também os desafios escolares de uma criança de 12 anos.

 

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Como era de se esperar as suas férias na casa dos tios são um desastre, tanto é que ele acaba por ter que fugir por medo do que os tios pudessem fazer com ele. A partir daí ele percebe que está sendo perseguido por uma criatura chamado Sinistro, que por fim acaba trazendo um rumo diferente para a vida do nosso mocinho Harry Potter.

“Deixem-o dormir, porque nos sonhos entramos num mundo inteiramente nosso, deixem que flutue na mais alta nuvem ou que mergulhe no mais profundo oceano”

Além disso uma grande comoção acontece em Hogwarts, um detendo da prisão mais vigiada e segura consegue fugir, um assassino, que pode atacar qualquer um a qualquer momento. Assim tanto no mundo dos bruxos quanto no mundo dos trouxas começa uma grande busca a Sirius Black, um assassino muito perigoso.

 

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Mais uma vez acredita-se que estão atrás de Harry, a mando de Voldemort, porém muitas emoções e descobertas estão programadas para esse livro, que em certos momentos me agradou muito.

“Juro solenemente não fazer nada de bom.”

Como já disse eu ainda não fui conquistada pela história, nem pelos personagens, gosto de muita emoção, mortes e grandes lutas desafiadoras, mas sem dúvidas até o momento esse foi o meu favorito. Com certeza darei continuidade a série pois já me disseram que depois desse livro a história fica cada vez melhor.

Por Bia Sousa