Resenha “Boa Noite”, Pam Gonçalves

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Livro: Boa Noite

Autor: Pam Gonçalves

Número de Páginas: 240

Editora: Galera Record

Sinopse: Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação – em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

Minha Resenha

 

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Sabe aquele livro que você compra só porque é de alguém que você gosta muito e nem se dá o trabalho de ler a sinopse?! Esse livro é Boa Noite, da Pam Gonçalves, e sabe qual é o melhor?! O livro me surpreendeu, muito mais do que eu imaginava.

“Muita gente fala que a faculdade é a oportunidade ideal para escolher que quer ser. E não é que já estou vendo alguma verdade nessa afirmação? Minhas aulas nem começaram, mas me sinto diferente.”

Em Boa Noite, conheceremos Alina, uma jovem de 18 anos que decide se arriscar um pouco e ir morar  em outra cidade para cursar Engenharia da Computação, deixando de lado o conforto de sua casa e tentando deixar de lado a fama de nerd que ela trás desde a escola.

Quando ela se muda de Laguna, para Pedra Azul (cidade que fica a universidade que vai estudar), ela vai morar na República das Loucuras, onde já moram Manu, Gustavo, e Talita, além dos três tem o Gustavo, namorado da Talita que vive na república do que no apartamento que divide com outro colega de universidade.

Alina é uma pessoa muito carismática, inteligente, responsável, o que nos faz gostar dela logo de cara. Mas se você acha que a vida de Alina será difícil só porque está longe de casa e vivendo com pessoas estranhas, você está completamente enganado.

“Se eu não fosse tão determinada em provar que sou a melhor , provavelmente já estaria pedindo transferência. Posso não ter tantas habilidades sociais, como observam Manu e Talita, que estão em uma missão especial de me incluir em alguma festa estranha neste final de semana, mas sou capaz de aprender muito. E se tiver como objetivo calar a boca das pessoas que me desmerecerem e provar que elas estão erradas, a coisa toda fica muito mais divertida.” 

 

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Viver com pessoas desconhecidas já pode ser bem assustador,  mas imagina chegar em sua turma e descobrir que faz parte de uma minoria, sim, só havia 4 mulheres na turma, incluindo Alina, se isso seria um problema? Com toda a certeza.

Cercada de preconceito e machismo vindo dos alunos e também por alguns professores, Alina decide se juntar com as outras meninas da turma e passaram a querer mostrar o melhor de si, provando que estão ali por mérito, e ainda mostrando que VAI TER ENGENHEIRA SIM!

“Pela primeira vez em muito tempo desejo ser a Alina do passado de novo. Tentar ser diferente não está sendo uma boa experiência”

Teremos também a abordagem da vida universitária regada a festa, barzinhos, bebida, e muita pegação. Devido a essa rotina surge um grupo no Facebook com algumas publicações que deixava Alina cada dia mais indignada com o que andava acontecendo na universidade e também nas festas promovidas pelos alunos.

 

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Depois de um projeto passado em sala, Alina e suas colegas de sala veem uma ótima oportunidade para ajudar outras garotas com o auxílio de um aplicativo de celular, e também para mostrar aos colegas de turma que elas eram competentes o suficiente para estarem cursando Engenharia.

“Sentirei saudade, mas ali realmente não é mais o meu lugar. Eu preciso encarar a situação. Não vou deixar que as outras pessoas definam quem sou”

Mas qual o motivo de ter amado esse livro? Eu me via ali, em parte do história me sentia no lugar de Alina. Sou estudante de Engenharia e faço parte de uma minoria dentro de sala, somos 6 meninas e 70 meninos, que no início do curso, que nos olhavam com certo ar de descrença em nós, além de mostrar uma realidade presente em quase todas as universidades.

 

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“Ele me encara, observando o meu rosto. Dou um sorriso encorajador, e ele me devolve um tímido, que eu nunca havia visto em seu rosto. Talvez estivesse conhecendo-o de verdade apenas agora.”

Com uma escrita envolvente, Pam soube me encantar com seu livro e ficar apaixonada por um certo personagem (vida de universitário tem que ter romance, né minha gente?! Porque se for para sofrer, que não seja apenas pelas provas, matérias acumuladas ou por professores que querem se alimentar de nosso fígado).

Com certeza é uma leitura mais do que recomendada e não vejo a hora de ler outros livros da Pam.

Por Bia Sousa

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Resenha “Recordando Anne Frank”, Miep Gies e Alison Leslie Gold

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Livro: Recordando Anne Frank

Autor: Miep Gies e Alison Leslie Gold

Número de Páginas:  222

Editora: Gutenberg

Sinopse: Para os milhões de leitores apaixonados pelo livro O Diário de Anne Frank, aqui está a surpreendente história de Miep Gies. Por mais de dois anos, Miep e seu marido ajudaram a esconder judeus dos nazistas. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram suas vidas todos os dias para levar comida, notícias e apoio emocional às vítimas.

Neste livro, Miep Gies relembra seus dias com honestidade e sensível clareza. Ela narra desde sua sua infância sofrida como refugiada da Primeira Guerra Mundial até o momento em que coloca o pequeno diário xadrez de Anne Frank nas mãos de seu pai, Otto Frank. O diário ficou guardado com Miep por muitos anos, e graças a ela, ele pode ser publicado.

Recordando Anne Frank é uma história fascinante e verdadeira, onde cada página nos toca com coragem e dolorosa delicadeza.

 

Minha Resenha

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Meu primeiro contato com a história de Anne Frank foi no ano passado, e mesmo eu não me identificando com a Anne eu amei a história. Assim que surgiu a oportunidade de conhecer outro lado dessa história eu não pensei duas vezes e cá estamos nós.
“Como ondas que se espalham quando se atira uma pedra em uma lagoa, os efeitos da perseguição alemã aos judeus pareciam crescer indefinidamente e ficava cada vez piores. Nenhum de nós sabia o que viria pela frente. Ser judeu naqueles dias devia ser como ficar de pé em um terreno instável – e, para alguns, em areia movediça.”
Em Recordando Anne Frank, conheceremos mais intimamente a Miep Gies, a mulher que desafiou os nazistas, escondendo a Fábia Frank, os Van Pels e também Fritz Pfeffer, um dentista amigo de Otto Frank.
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Miep e seu marido se arriscam junto com outros colegas de trabalho (todos funcionários da empresa de Otto Frank), a esconder judeus que estavam sendo perseguidos pelos nazistas, no andar de cima da empresa que trabalhavam, um espaço  mínimo, sem privacidade e com medo de serem descobertos.
“Anne estava sempre escrevendo em um diário encapado de tecido xadrez laranja-avermelhado, que o pai tinha lhe dado de presente em seu aniversário de 13 anos, no dia 12 de junho, muitas semanas antes dos Frank se esconderem. Ela escrevia em dois lugares: no próprio quarto e no quarto dos pais. Embora todo mundo soubesse, Anne jamais escrevia perto de outras pessoas.”
Ela relata como era a sua rotina e também como ela fazia para trazer tudo que os moradores do Anexo precisavam, principalmente comida, que naquele período eram destinadas principalmente para os soldados alemães, deixando os holandeses e os nazistas com o mínimo possível.
“Li o diário inteiro sem parar. Desde a primeira palavra, ouvi a voz de Anne voltar ara conversar comigo de onde quer que ela estivesse. Perdi a noção do tempo. A voz dela ressoava para fora do livro, tão cheia de vida, humores, curiosidade, sentimentos. Ela não estava mais morta e destruída. Ela tinha revivido em minha mente.”
Além disso, há muitos relatos do horror vivido nesse período, que me deixava muito apreensiva a cada página lida. Judeus perderam a liberdade, bens materiais, dignidade e muitos perderam que a própria vida.
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Por mais que Miep tivesse a nacionalidade holandesa (depois que se casou), ela corria sérios riscos por estar ajudando os adversários dos alemães e também por ter se negado a filiar-se ao partido.
“Eu compreendi que certas coisas eram difíceis demais para serem mencionadas e, quando eles estavam juntos, não era necessário.”
O livro é muito emocionante e ao mesmo tempo doloroso, além de ser uma história real, ela é contada por quem viveu o antes, o durante e o depois desse período, por quem conheceu a família Frank e que em momento algum teve medo de proteger as pessoas que gostavam mesmo correndo perigo de vida.
 
“Mesmo assim, todos os dias da minha vida, eu sempre desejei que tudo tivesse acontecido de outro jeito. E, ainda que o Diário de Anne Frank tivesse se perdido para sempre, eu queria que Anne e os outros tivessem se salvado.”
Como vocês já sabem, eu amo livros que se passam nesse período mesmo sabendo que em sua maioria o fim da história seja trágica. Sinceramente gostei muito mais de Recordando Anne Frank do que do Diário de Anne Frank e com certeza é um livro mais do que recomendado para aqueles que como eu amam esse período (apesar do horror) e também para todos que querem se emocionar como ninguém.
Por Bia Sousa

Resenha “Bem Casados”, Nora Roberts

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Livro: Bem Casados

Autor: Nora Roberts

Número de Páginas: 288

Editora: Arqueiro

Sinopse: Bem-casados, terceiro livro da série Quarteto de Noivas, é uma linda história sobre a doçura do amor. Quando terminar de lê-lo, você terá certeza de que os sonhos podem se realizar das formas mais inesperadas. Parker, Mac, Emma e Laurel, amigas de infância, ganham a vida realizando o sonho de inúmeros casais apaixonados. As quatro são proprietárias da Votos, uma empresa de organização de casamentos. Após ter trilhado um caminho muito duro para conseguir ser alguém na vida, Laurel McBane se tornou a criadora dos bolos e quitutes mais lindos e saborosos do estado. Ela preza sua independência acima de tudo e não aceita que ninguém interfira em suas decisões. Talvez por isso, apesar do sucesso profissional, ainda não tenha se entregado ao amor. Apaixonada desde sempre por Delaney Brown, irmão de Parker, ela nunca teve coragem de revelar seus sentimentos. Afinal, sabe que é como uma irmã para ele. Advogado da Votos, Del se sente responsável por cuidar não só dos assuntos burocráticos da empresa, mas também do bem-estar das quatro sócias. Porém, sua postura paternalista e superprotetora começa a gerar desentendimentos entre ele e Laurel. Mas essas diferenças de opinião também fazem ferver uma química que vinha cozinhando em fogo brando havia muito tempo, acendendo uma faísca que eles não sabem se conseguirão – ou se querem – conter. Agora Laurel e Del precisarão conciliar suas convicções e personalidades para que o orgulho não fale mais alto que a paixão.

Minha Resenha

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Bem Casados é o terceiro livro da série Quarteto de Noivas, e até o momento é o meu preferido sem dúvidas.

“– Eu a amei durante toda a vida, e isso foi fácil. Não sei , não com certeza , há quanto tempo estou apaixonado por você, mas sei que isso não é tão fácil. Mas é certo e é real, e não quero que seja fácil. Quero você.”

No terceiro livro iremos conhecer um pouco sobre a Laurel McBane, a sócia responsável pelo cardápio doce de todos os eventos feito na Votos, empresa dela com as suas três melhores amigas que são como irmãs.

Laurel não veio de berço de ouro, sempre foi muito humilde e precisou de correr atrás de seus objetivo para chegar onde está. Graças a isso ela se tornou uma pessoa muito orgulhosa, não gosta de depender de ninguém para nada, e odeia que as pessoas lhe ache que ela á uma coitada por ter amizade com pessoas tão ricas.

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“A ideia que Emma sugerira, de pedir dinheiro aos pais para o vestido, não era, na opinião de Laurel, uma opção. Podia ser uma questão de orgulho, mas as finanças tinham se tornado um assunto muito delicado na família McBane desde o fiasco dos investimentos de risco do pai e o pequeno problema da auditoria da Receita Federal.Não pediria nada a nenhum dos dois. Ganhava o próprio dinheiro havia muitos anos.”

Ela sempre trabalhou e estudou muito, assim não dando espaço para o amor em sua vida. Laurel acabou criando uma barreira de proteção fazendo lhe parecer grossa e até estupida, porém ela não fazia por mal.

Porém, ela não imaginava que em algum momento pudesse se envolver com Del, um grande amigo, que era considerado um irmão, já que foram criados juntos (Del é irmão de Parker). Sim, ele sempre foi muito protetor com a irmã e com as suas amigas, o que fez Laurel achar que esse sentimento que ela nutria estava longe de se tornar realidade.

“Agora as fantasias tinham se transformado em realidade e os desejos estavam sendo satisfeitos. Durante um beijo sentiu a necessidade de Del aumentar junto com a dela. Não importava o que acontecesse, aquele momento, aquele fim de dia, seria sempre dela.”

Depois de um ato de coragem com uma pitada de loucura, Laurel acaba beijando Del e descobre que o sentimento é reciproco, e decide dar uma chance para esse relacionamento. Serão 30 dias de um namoro experimental, sem sexo, caso tudo desse certo nesse período eles seriam oficialmente namorados.

E que 30 dias foram esses, viu?! Del queria agradá-la de todas as formas, e ao mesmo tempo o orgulho de Laurel se feria com tanto cortejo. O medo de aparentar estar passando a perna em Del por causa de sua riqueza a deixava ainda mais preocupada.

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“Na opinião dela, ele era bonito demais para o próprio bem e atraente demais para o bem de qualquer pessoa…”

Como já é de se esperar, o livro continua apresentando como é a rotina de trabalho das amigas com todos os eventos que elas produzem e também nos dá um parecer de qual será o casal do último livro da série.

E qual o motivo de ter amado esse livro? A Laurel sou eu na vida real! Tenho uma personalidade muito parecida com a dela, gosto de conseguir tudo por mérito próprio e odeio depender das pessoas por mais que ame ajudar os outros, mas além disso por mais que em certos momentos eu pareça grossa, não é por mal, é uma espécie de resistência que eu mesma criei. Uma outra característica parecida é a paixão pela cozinha (principalmente se for para fazer algo doce) e o carinho com quem ela ama.

“– Você é suflê de limão, Laurel. A mistura perfeita de ácido e doce.”

Algumas pessoas não gostaram tanto desse livro por causa da personalidade de Laurel, mas foi o que mais chamou a minha atenção e fez com que esse fosse o meu livro favorito até o momento.

Estou super ansiosa para o último livro e já quero um casamento do Quarteto no final hahaha, porque sou dessas, além disso quero continuar afirmando que o amor por essa série é tão grande que estou até querendo casar.

Por Bia Sousa

Resenha “Cem Dias Na Prisão”, Marcos A. Júnior

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Livro: Cem Dias Na Prisão

Autor: Marcos A Júnior

Número de Páginas: 223

Editora: Giostri

Sinopse: Thomaz é um jovem de 18 anos, aspirante a escritor, e conta aqui a história mais marcante que já viveu. Durante cem dias ficou preso à sanguinária batalha entre o bem e o mal. Seus sentimentos foram embaraçados e o único desejo que possuía era de livrar-se de tal obscuridade com a tradução de pensamentos em palavras. Suas lembranças foram alteradas. O gênio do mal brincou com as suas suposições. O ambiente no qual esteve foi o pior. Foi largado na imensidão do esquecimento. Abandonado aos seus pensamentos mais trágicos. Destinado a viver toda a vida longe dos pais, irmãos, mulher e sem poder conhecer o filho que estava por nascer nos próximos meses. Tudo o que necessitava era uma saída. Algo que o livrasse da tragédia que é viver preso às grades. As palavras foram o seu refúgio durante dias, mas ele começou a absorver o que o ambiente mais propagava, o mal. Que os pensamentos bons carreguem-no por todo o tempo de sanidade que ainda o resta. Cem dias, noventa horas ou apenas cinco minutos.

Minha Resenha

 

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Em “Cem Dias Na Prisão”, iremos conhecer Thomaz, um rapaz que tinha uma vida perfeita, mas essa perfeição teve fim no dia do seu aniversário de 18 anos. Thomas caiu em uma cilada, e agora foi preso injustamente, deixando os pais e a namorada grávida.

Desde a primeira vez que li a sinopse do livro fiquei bem entusiasmada, porque nunca tinha lido nada que se passasse em um sistema carcerário. É claro que a curiosidade em conhecer a narrativa e a forma que ela poderia ser desenvolvida no local me deixava apreensiva só de imaginar. Como já conhecemos um pouco do sistema carcerário de nosso país, não é nada fácil, pois em um dia tudo está bem e em outro tudo pode acontecer.

“Nunca pensei que a liberdade, dentro de uma prisão, pudesse ser tão grande. Acho que eles, lá fora, é questão realmente presos.”

Logo no início da leitura pode-se perceber que o livro é uma espécie de diário escrito por Thomaz,  onde o rapaz nos contará a sua trajetória angustiante durante 100 dias em um inferno.

Devido ter confiado em quem não conhecia e acabar indo parar na prisão, Thomaz decidiu por si só que não confiaria em mais ninguém, nem na sua própria sombra, e por dias não decidiu não falar com ninguém, quer dizer, falava o necessário, apenas quando era necessário.

Depois de alguns dias ele troca algumas palavras com um colega de cela, que misteriosamente amanhece morto dentro da cela em que eles dormiam. E o que era de se esperar acontece “Ninguém sabe, ninguém viu nada”, o que deixa Thomaz angustiado e nos deixam com medo do que possa vir a acontecer com o protagonista.

A narrativa do dia-a-dia de Thomaz se assemelha muito com relatos de detentos fazem, o que deixa a história ainda mais real, ele relata como as celas são lotadas, com mau cheiro, o banho de sol, a alimentação ruim e as visitas de familiares, que no caso de Thomaz demorou para acontecer. Relata também algumas regalias que certos detentos têm e que sempre nos são trazidas pela mídia, como a utilização de aparelhos celulares descaradamente e até o uso de entorpecentes.

“Nunca me esquecerei do pior lugar que já visitei. Do desespero que sucedia cada noite mal dormida. Da angústia presente em cada amanhecer. Da multidão de Corpos amontoados como primeiro retrato do dia.”

Os dias na prisão iam se passando e nenhuma visita aparecia, o medo latente conturbava o rapaz, que por diversas vezes pensou em suicídio, pois acreditava que era melhor ser um filho morto do que ser um filho bandido (realidade que acontece muito).

 

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Não vou continuar descrevendo os acontecimentos para evitar soltar mais spoilers que já dei, e também para não estragar a experiência de leitura de cada um.

Fiquei muito surpresa com Thomaz, pois mesmo estando no fundo do poço, não se deixou corromper pelos outros detentos, que lhe apresentava caminhos ilícitos que aparentava ser muito mais fácil e atraente do que cumprir a pena. Thomaz lutava diariamente contra si mesmo e buscava forças no amor que sentia pela sua família.

“Esqueci tudo o que havia acontecido e me enchi de serenidade. Renovei minhas esperanças no amanhã.”

Além disso, fiquei completamente surpresa com o final do livro, pois em momento algum a hipótese passou pela minha cabeça, o que me fez  gostar ainda mais da obra.

Vale a pena salientar que o autor utiliza uma métrica poética em todos os capítulos do livro (os parágrafos têm em sua maioria uma linha), que serve para enfatizar as emoções do personagem e aos acontecimentos narrados, fazendo que a leitura seja ainda mais envolvente e rápida.

Mesmo sendo uma leitura melancólica, é ainda muito agradável e rápida. Adorei a leitura e com certeza é uma leitura nacional mais que recomendada.

Por Beatriz Sousa

Resenha “As Aventuras de Tom Sawyer”, Mark Twain

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Livro: As Aventuras de Tom Sawyer

Autor: Mark Twain

Número de Páginas: 240

Editora: Autêntica

Sinopse: Órfão desde bebê, Tom Sawyer vive com sua tia Polly, seu irmão, Sid, e sua prima, Mary, num vilarejo às margens do rio Mississipi, nos Estados Unidos. Menino de bom coração, de bom caráter, Tom é também muito levado e esperto, e vive aprontando, sozinho ou com seu melhor amigo Huckleberry Finn, um garoto que mora nas ruas, dorme em barris vazios e come o que lhe dão. O tempo todo, os dois vivem aventuras emocionantes, na maioria das vezes, imaginárias. Frequentam cavernas, cemitérios, casas mal-assombradas e ilhas desertas. Brincam de pirata, de pele-vermelha, de Robin Hood, caçam tesouros, planejam formar uma gangue de ladrões e ficar ricos. E é numa dessas brincadeiras que suas aventuras se tornam bem reais e assustadoras…

Considerado um dos mais importantes clássicos da literatura para crianças e jovens, As aventuras de Tom Sawyer permanece no imaginário de inúmeras gerações, desde a publicação original, em 1876, até os dias de hoje.

 

Minha Resenha

 

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Ler um clássico nunca é demais, não é mesmo?! Há aqueles que não gostam, mas eu sou do tipo que amo. E dessa vez resolvi ler pela primeira vez um clássico americano, As Aventuras de Tom Sawyer, que foi cedido em parceria com o Grupo Autêntica.

Publicado inicialmente em 1876, dessa vez ele foi republicado pela Editora Autêntica e está uma lindeza!

No livro As Aventuras de Tom Sawyer nos apresentará a história de Tom, uma criança literalmente endiabrada. Sim, ele é uma criança impossível, consegue aprontar em todas as situações possíveis até as impossíveis.

Tom é um menino órfão, que mora com seu irmão e seu primo, além disso tem um amigo incrível, Huckleberry Finn. Se esses juntos já causam, imaginam juntos?! Eles formam a dupla perfeita para aventuras inesquecíveis.

 

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Esse menino tem uma capacidade mental tão incrível, que é capaz de entrar em muitas aventuras que ninguém imagina, além de muito esperto, inteligente, Tom é uma criança de coração e alma muito boa, mas que ao mesmo tempo tem um lado para drama que deixaria muitos atores no chinelo, ele conseguia enganar qualquer um com suas histórias.

Mas como não podemos deixar de lado, ele também odeia ir para a escola (ele odeia a segunda-feira) e também a ter que ir na igreja, principalmente ir até a Escola Dominical, além disso era apaixonado por uma menina da escola, porém bastou um nome ser dito para que esse casalzinho de desentendessem (eles já falavam em casamento hahaha).

Vocês não imaginam o quanto me diverti com essa leitura. Tom soube me proporcionar muitas gargalhadas e também me trouxe lembranças da minha infância (tenho 22 anos, mas adorava estar na rua brincando até cansar). Crianças, vocês vão ficar com inveja da infância desse rapazinho hahaha.

 

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Por mais que seja um clássico infanto juvenil, não é um livro apenas para crianças, isso eu tenho certeza. Muitas lições nos são apresentadas, principalmente sobre a ganância que o ser humano carrega consigo.

Com uma edição super linda e ilustrada, com uma leitura fluida e muito agradável (por mais que seja um livro publicado no século XIX, ele foi adaptado de forma que tivesse um entendimento mais claro (uma das coisas que impede muito a leitura de clássicos é a escrita mais rebuscada), assim nos envolvendo ainda mais.

Com certeza esse é mais um clássico que carregarei para sempre no meu coração, e indicarei muito por aí!

Por Bia Sousa

Resenha “Rafani”, Sinéia Rangel

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Livro: Rafani

Autor: Sinéia Rangel

Número de Páginas: 446

Editora: Coerência

Sinopse: Bon vivant e cafajeste assumido, Sam Allencar cultiva três paixões: mulheres, sexo e vinho. Complicações nunca foram parte da sua vida, tudo o que ele deseja está ao alcance das suas mãos. Até que o seu caminho se une ao de uma desconhecida. Uma mulher com um passado marcado por traumas e uma vida construída sobre segredos e mentiras, que aprendeu, ainda criança, que o sentimento mais confiável é o medo, é ele que a mantém viva. Ele não sabia o que estava em jogo, até que estivesse irreparavelmente envolvido. Ela não sabia como contar a verdade, até que fosse tarde demais. Incompatíveis desde o início. Será que o amor pode curar um passado de dor?

Minha Resenha

 

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Todos que me acompanham sabem que já li alguns livros da autora Sinéia Rangel devido a nossa parceria e também sabem que sou ã de seus livros, porém Rafani me surpreendeu ainda mais, e sim de forma muito positiva.

“Você é uma equação que não consigo resolver, a única merda de equação que me fez perder o sono, porque não sei o que diabos fazer pra ter mais tempo com você.”

Inicialmente conheceremos Sam Allencar, um engenheiro muito bem sucedido, com família bem estruturada, apaixonado por seus sobrinhos,  mas que ama levar uma vida de pegação sem limites, e sim, vem de família esse gosto. Para quem já leu a trilogia Paixão Sustenida com certeza sabe que Sam não é um desconhecido, ele é aquele irmão do JP, lembram?!

Tudo começa com uma confusão que Sam arruma com as madrinhas do casamento de sua irmã, ele estava de rolo com todas elas sem que as mesmas soubessem, e quando isso veio a tona a cabeça de Sam estava prestes a ir para o espaço. Sam as amava sem sobra de dúvidas, mas da forma dele, o que significava que esse amor não era exclusivo. Com medo do que elas fossem capazes de fazer ele sai correndo no hotel onde estão hospedados e entra em um vestiário, onde encontra uma mulher que ele jamais imaginou que pudesse conhecer.

“Minha vida, minhas regras. A primeira delas é que a única regra, verdadeiramente importante, é viver o momento. Levo a sério esta regra, sou um bon vivant, apaixonado pelas mulheres, por todas elas.”

Uma  mulher misteriosa, com um olhar enfeitiçador, é quem Sam encontra, aproveitando a oportunidade de conquistar mais uma, ele parte para o ataque, dando vária investidas em sua próxima presa, porém ela lhe dispensou e ainda debochou se sua cara hahaha. Sam jamais pensou passar por isso, já que seu charme até então sempre foi irresistível e estava disposto a fazer o que fosse preciso para conquistá-la.

 

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Essa mulher misteriosa é Rafani, uma mulher que ainda criança foi marcada pelo sofrimento que por sinal ela carregará para sempre, assim Rafani decidiu que o melhor caminho era manter distância do sexo oposto, porém não era isso que o destino havia traçado para si.

Sam enfim ficara totalmente desconsertado ao descobrir que está totalmente de quatro por uma mulher que não está dando a mínima para ele. Determinado a conquistar Rafani ele parte para incessante oportunidade de pelo menos um encontro, quando consegue ele decide que irá conquistá-la de qualquer forma, porém as marcas do passado de Rafani pode ser um grande empecilho para esse relacionamento.

“Tenho muito a agradecer, fui mais feliz nos últimos meses do que em toda minha vida, ele pode não ser capaz de curar o meu corpo, mas curou a minha alma e serei eternamente grata por tê-lo conhecido, por ter me apaixonado e sonhado que poderíamos ser uma família; havia muito tempo que não sabia o que era sonhar.Meu erro foi esquecer que na minha história não há espaço para um final feliz.”

O livro trata de temas pesados e digo isso pois estou me referindo a doenças gravíssimas, agressão física e psicológica, abuso sexual, entre outros. Por mais que Sam tenha esse jeito mais para frente ele será uma peça chave para ao menos aliviar essa dor que Rafani carrega consigo, pois ele fará tudo o que tiver possível e até o impossível para vê-la feliz.

 

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Sinéia mais uma vez soube trabalhar com maestria, me surpreendendo muito mais do que eu pude imaginar, por mais que seja um livro com temas muito pesados e sérios, ele não tem uma leitura difícil, pelo contrário, cada página lida nos deixa mais íntimo da história.

Lembrando que em momento algum esses temas foram romantizados, além de ser algo completamente desumano, é considerado crime. E de certa forma pode até ajudar a pessoas a não terem medo e buscar ajuda.

“Não tenho nada contra o amor, apenas nunca busquei por ele. Sabia que um dia aconteceria, não acredito que seja possível escapar, meu único desejo era que ele fosse paciente e me deixasse ser um moleque por mais tempo.”

Me envolvi de forma profunda com a história e com os personagens,  tanto que em alguns momentos tive vontade de matar um ou outro, mas o amor pelos demais personagens superou com uma larga distância.

Outro ponto que adorei é a presença de um outro casal secundário que me chamou muito a atenção, e sim, fiquei apaixonada por eles. Além disso, outros personagens da trilogia Paixão Sustenida marcam presença no livro, o que me fez me sentir ainda mais íntima da história.

“Ele pode não ser capaz de curar o meu corpo, mas curou a minha alma.”

Com certeza foi um livro que me arrebatou de uma forma que eu não imaginada, e é lógico que todos esses elogios que o livro está recebendo é por muito mérito, pois o livro é simplesmente S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!!!!

Por Bia Sousa

Resenha ” O Que Te Faz Mais Forte”, Jeff Bauman e Bret Witter

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Livro: O Que Te Faz Mais Forte

Autor: Jeff Bauman e Bret Witter

Número de Páginas: 288

Editora: Vestígio

Sinopse: O livro best-seller do New York Times que deu origem ao filme A história do principal sobrevivente do atentado à Maratona de Boston 2013 Em 16 de abril de 2013, Jeff Bauman acordou no Centro Médico de Boston, atordoado após uma série de cirurgias de emergência e sem as duas pernas. Apenas trinta horas antes, Jeff estava na linha de chegada da Maratona de Boston, para incentivar sua namorada, Erin, quando a primeira bomba explodiu junto a seus pés. Ao acordar, em vez de parar e pensar em como sua vida se alterara completamente, ele tentou arrancar o tubo de oxigênio para falar, mas não conseguiu. Então, escreveu sete palavras: “Vi o cara. Olhou bem pra mim”, dando início a uma das maiores caçadas humanas da história dos Estados Unidos e começando sua própria jornada de recuperação. Em O que te faz mais forte, Jeff Bauman descreve o caos e o terror do atentado em si e a investigação do FBI que se seguiu, na qual atuou como testemunha-chave.

Minha Resenha

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Imagine-se na seguinte situação: você mora nos Estados Unidos e decide assistir a uma corrida muito importante e que acontece todos os anos no país para incentivar sua namorada. No momento da corrida você olha para um homem e tem uma impressão muito estranha quando olha para ele, assim decide desviar o olhar. Momentos depois volta a olhar para onde estava o homem, e ele não estava mais ali, apenas a mochila que ele carregava.

Booom!!!!! Um estouro ensurdecedor. Uma bomba. Correria. Sangue. Muito pânico, e em seguida você percebe que você esta sobre uma poça de líquido, um líquido vermelho, era seu sangue, e suas pernas não estavam mais ali, elas sumiram tão rápido quanto a bomba explodiu.

Imaginem ainda saber que sua foto todo ensanguentado, e se suas pernas e que foi tirada no momento em que era socorrido está estampada em todos os jornais e programas de TV, mostrando ela como se fosse o resumo da desgraça que aquele atentado foi.

Imaginou? E se eu te disser que tudo isso não foi imaginação? Sim, esse livro esta longe de ser ficção, apesar que gostaria que fosse, a história é tão real, que o próprio Jeff, que sofreu esse atentado nos convida a conhecer a sua história depois desse atentado que mudaria de vez a sua vida e a de muitas outras pessoas. Para muitas pessoas a vida acabava ali, mas Jeff decidiu se superar e mostrar que estava mais vivo do que nunca.

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Jeff se mostrou um guerreiro durante todo esse período, e mesmo assim não desistiu dos seus sonhos, mesmo tendo motivos suficientes para isso.

De forma emocionante e inspiradora, Bauman nos conta como foi a sua adaptação depois do atentado, nos apresenta todas as dificuldades e conquistas, que para muitos poderia ser consideradas muito pequenas, mas para ele tinha um tamanho imensurável.

Chorei muito e fiquei totalmente tocada ao conhecer um pouco sobre a história de Bauman , e em vários momentos sentia muita vontade de estar perto dele, de abraçá-lo e mostrar que me sentia solidária a toda a sua história de superação.

Sem dúvidas, uma das leituras mais emocionantes e inspiradoras do ano, Bauman conseguiu me conquistar. E sabe o que é melhor? Além de ser um livro excelente, ele conta com uma adaptação cinematográfica que eu não vejo a hora de assistir. E tenho certeza que você também vai conhecer a história de Jeff.

Por Bia Sousa

Resenha ” Paixão Sustenida: Reencontro”, Sinéia Rangel

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Livro: Paixão Sustenida- Reencontro

Autor: Sinéia Rangel

Número de Páginas: 335

Editora: Independente

Sinopse: Hannah partiu sem despedidas, deixando João Pedro arrasado e atormentado por perguntas.

Anos depois, o reencontro, a resposta que ele esperou anos para encontrar estava diante dos seus olhos e um paradoxo de emoções o dominava. Eles não eram os mesmos, mas algumas coisas continuavam iguais, João Pedro e sua intensidade, Hannah e sua insegurança, e uma velha conhecida de ambos: a Paixão Sustenida.

 

Minha Resenha

 

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Cada vez que pego um livro da Sinéia Rangel eu fico apaixonada. Cada leitura nos faz sentir um turbilhão de sensações, o que torna a leitura muito mais especial.

Em Paixão Sustenida: Reencontro, teremos o desfecho da história de Hannah e JP (ou será que não?! Hahaha. Como todos já sabem, o relacionamento dos dois parecia uma montanha russa, ora lá encima, e ora lá embaixo. E foi assim que terminou no livro 2, lá em baixo.

Devido a uma atitude de Hannah, o casal volta a se separar novamente, mas agora deixando laços cada vez mais fortes nesse casal, que até então JP não poderia imaginar. Desacreditado da vida, JP decide que o melhor que ele pode fazer é dedicar a sua carreira de música, pois é sua paixão e é isso que ele faz.

Do outro lado temos Hannah, que mesmo decidindo sumir da vida de JP, continua acompanhando os passos do grande amor de sua vida, mesmo de longe, e levando um vida que ela jamais poderia imaginar, sem o auxílio das pessoas que ela ama.

O destino desse casal acaba se cruzando novamente, e ambos tentam curar as feridas deixadas por esse relacionamento montanha russa, nos deixando com o coração super aquecido a cada página lida.

Com acontecimentos muito importantes, e de tirar o fôlego, Paixão Sustenida: Reencontro é um livro que não dá vontade de largar nunca mais. Além disso, Sinéia deixa um gancho muito bem escrito para spin-off de alguns personagens (o que me deixou muito feliz, não é produção?!

No mesmo formato dos outros dois livros, ele tem narração alternados entre Hannah e JP, e com músicas maravilhosas que nos dão um panorama de como será o próximo capítulo.

O livro nos apresenta um amadurecimento fora do comum dos personagens, e quando digo isso, não me refiro apenas a Hannah e JP, e sim literalmente de todos os personagens.

No mais não tenho muito o que falar, apenas sentir e recomendar a leitura dessa trilogia que amei tanto conhecer. Sinéia conseguiu me prender à história com maestria e com certeza conquistou mais uma fã.

Por Bia Sousa

 

Resenha ” Os Meninos Que Enganavam Nazistas”, Joseph Joffo

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Livro: Os Meninos Que Enganavam Nazistas

Autor: Joseph Joffo

Número de Páginas: 320

Editora: Vestígio

Sinopse:  Paris, 1941. O país é ocupado pelo exército nazista, e o medo invade as casas e as ruas francesas. O poder de Hitler se mostra absoluto e brutal… É durante um dos períodos mais turbulentos da História que a emocionante narrativa de Joseph e Maurice se desenrola. Irmãos judeus de 10 e 12 anos de idade, perambulam sozinhos pelas estradas, vivendo experiências surpreendentes, tentando escapar da morte e em busca da zona livre para ganhar a liberdade.

Essa é uma história real, autobiográfica, cuja espontaneidade, ternura e humor comprovam o triunfo da humanidade e da empatia nos momentos mais sombrios, quando o perigo está sempre à espreita… Os meninos que enganavam nazistas conta a fantástica e emocionante epopeia de duas crianças judias durante a ocupação, narrada por Joseph, o mais jovem.

Minha Resenha

O livro se passa no período da Segunda Guerra Mundial (um dos meus períodos favoritos na literatura), mais precisamente em Paris no ano de 1941.

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Joseph é um menino de 10 anos que leva uma vida bem normal para uma criança da sua idade, estuda, brinca, tinha amigos e ama sua família, vivia sem medo, ahh na verdade ele só tinha um medo na vida, perder todas as as suas bolinhas de gude. Mas ele é judeu, para uma criança essa palavra não tinha nenhum significado específico, mas em pouco tempo ele sentiria o peso dessa palavra em suas costas.
“O que está acontecendo? Eu era um menino, com minhas bolinhas de gude, meus socos, minhas correrias, minhas brincadeiras, lições de casa, meu pai era cabeleireiro, meus irmãos também, minha mãe cozinhava, domingo meu pai nos levava a Longchamp para ver os pangarés e tomar ar, o resto da semana tinha escola, e pronto. De repente, costuram no meu peito uma estrela e viro judeu.” 
Quando a caça aos judeus se intensifica na França, os pais de Joseph decide que é hora de se separarem para resguardar a vida de sua família, assim Jo parte com Maurice, seu irmão de 12 anos em busca da Zona Livre e conseguirem fugir dos nazistas nesse período tão devastador.
Como era de se esperar, grandes aventuras estão reservadas para esses dois garotos, toda a trajetória dos irmãos é bem triste, em certos momentos onde a jornada parecia de aproximar do fim, eles percebiam que partiriam novamente e tudo recomeçaria.
“Muitas vezes, um detalhe pode decidir se continuamos vivos ou não. Naquele ano, posso dizer que nossa vida se manteve por um nada: simplesmente porque fomos presos numa sexta-feira, quando o comboio semanal já estava construído. E porque a mania administrativa dos alemães os levou a abrir um processo sobre o nosso caso. Poucos de nós tiveram essa sorte.”
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Por mais que seja um período muito triste e cheio de desafios que colocavam a vida é a integridade física dos irmãos em risco, sempre aparecia pessoas de alma boa e coração puro para lhes ajudarem, seja com trabalho, abrigo e etc., tornando essa juga um pouco mais suportável.
A força dessas duas crianças é um dos pontos mais importantes tratadas na história, eles não perceberam, mas o nazismo estava arrancando cada pedacinho deles, principalmente a infância, algo impossível de voltar atrás.
“Crescido, endurecido, mudado… Talvez o coração também tenha se tornado incapaz de sentir uma mágoa profunda. O menino que eu era um ano e meio atrás, aquele garoto perdido no metrô ou no trem que o levava para Dax… sei que ele não existe mais, que se perdeu para sempre nos espinheiros de um bosque, numa estrada provençal, nos corredores de um hotel de Nice, que se foi desfazendo pouco a pouco a cada dia de nossa fuga…”
Não podendo deixar de lado essa informação, Joseph personagem é o mesmo Joseph autor, sim o livro é autobiográfico, o que torna a história ainda mais tocante e especial. É possível se sentir parte dessas crianças, como se estivéssemos ligados a eles.
E o melhor de tudo é que o livro conta com adaptação cinematográfica que eu não vejo a hora de assistir, logo abaixo vocês poderão assistir ao trailer  oficial e sentir um breve gostinho desse livro maravilhoso.

 

Se você é fã como eu de histórias que se passam nesse período e quer se emocionar esse é o li certo para você. Um livro que ficará guardado para sempre em meu coração.
” – Vocês sabem por quê: não podem voltar para casa todos os dias nesse estado. Sei que sabem se defender e que não têm medo, mas precisam entender uma coisa: quando não se é o mais forte, quando se é apenas dois contra 10, 20 ou 100, a verdadeira coragem é deixar o orgulho de lado e dar o fora.”
Espero que tenham gostado e que vocês adorem essa leitura tanto quanto eu gostei.
Por Bia Sousa

Resenha “The Beauty of Darkness”, Mary E. Pearson

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Livro: The Beaty of Darkness

Autor: Mary E. Pearson

Número de Páginas: 576

Editora: Dark Side

Sinopse: A trilogia Crônicas de Amor e Ódio chega ao fim de maneira arrasadora. A história de Lia inspirou muitos leitores a embarcarem em uma jornada extraordinária repleta de ação, romance, mistérios e autoconhecimento, em um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson, onde o poder feminino é a força motriz capaz de mudar e fazer toda a diferença no novo mundo em construção.
Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como uma verdadeira guerreira — e líder.
Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher.

Minha Resenha

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Atenção, essa resenha pode conter spoiler dos primeiros livros!!!

Começo a escrever essa resenha já morrendo de saudades dos personagens e sem acreditar que a história acabou. Todos já sabem que sou fã sem limites dessa trilogia e que mesmo amando tanto eu adiei a leitura por medo de me decepcionar com o final, até porque tudo pode acontecer no último livro, não é mesmo?! E normalmente costuma ser bem desastroso.

“A praça estava cheia. Todos vieram ver a princesa Arabella ser enforcada. Em vez disso, eu precisava dizer a eles que os lideraria na luta de suas vidas. “

Depois daquele final de tirar o fôlego em The Heart Of Betrayal, Lia continua lutando bravamente para salvar sua vida e mesmo ferida gravemente ela segue por uma viagem muito longa com o auxílio de Rafe.

Com o intuito de derrubar os traidores de Morrighan, e de traçar um plano de salvar seu reino das garras do exército do Komizar, Lia segue firme e forte, com aquela garra que só ela sabe ter. Cada vez mais madura e determinada, ela só quer acabar com tudo isso. Muitas escolhas, revelações e reencontros estão previstos, tornando a leitura cada vez mais fluída e envolvente.

 

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“A escuridão era uma coisa bela. O beijo de uma sombra. Uma carícia tão suava quanto o luar. Sempre fora o meu refúgio, o meu local de fuga, quer eu estivesse entrando sorrateiramente em um telhado iluminado apenas pelas estrelas ou descendo uma viela à meia-noite para me juntar aos meus irmãos. A escuridão era a minha aliada”

O romance entre Lia e Rafe começa a ficar conflitante pois ele não aceita que ela seja uma soldado. Lia terá que lutar também contra os esteriótipos criados na sociedade, ela queria lutar pelo seu reino e não era porque ela é uma mulher da realeza que seria impedida disso (viva nossa Girl Power).

Se em algum momento houve três cavaleiros ímpares, éramos nós: o príncipe da coroa de Dalbreck, o Assassino de Venda e a princesa fugitiva de Morringhan. Filhos e filha de três reinos, cada qual determinado a dominar os outros dois. Se a nossa situação não fosse tão desesperados, eu teria jogado a cabeça para trás e dado risada da ironia. Parecia que, estivesse eu na cidadela ou em terras inóspitas afastadas, meu destino era sempre ficar presa no meio de forças opostas.”

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Lia lutará com todas as incertezas criadas pela sociedade e pelo seu coração, mas ela está disposta a deixar de lado o lado sentimental para salvar o Morrighan do exército do temeroso Komizar.

Também seremos apresentados a história de Kaden, que me deixou muito surpresa, mas que teve um final que me deixou com o coração bem quentinho.

“Eu estou escolhendo o meu destino agora, não um livro, um homem, ou um reino. Se os meus objetivos e o meu coração concordam com alguma coisa em um velho livro empoeirado, que seja. Escolho servir a esse objetivo, assim como você é livre para escolher o seu.”

A segunda parte do livro nos deixa completamente sem fogo, já que é o momento que a batalha enfim começa. O que poderemos esperar de nossa guerreira? Será que ela sofrerá ainda mais nas mãos do Komizar? E seu pai, irá lhe perdoar por ter fugido?

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“Os Antigos voavam entre as estrelas! Eles sussurravam, e suas vozes retumbavam sobre os topos das montanhas! Eles eram raivosos e o chão tremia de medo! A grandeza dos Antigos era inigualável.” Olhei para os outros lordes. “E, ainda assim, eles e seu mundo não existem mais. Ninguém é grande demais para cair.”

Com certeza um das melhores trilogias que já li até hoje, conseguindo me prender do primeiro ao último livro. Espero ansiosamente por uma adaptação dessa história que tanto amei (alô Netflix, olha o que estão perdendo).

Agora vocês me verão falar demais dessa trilogia, já que ela conseguiu ser na minha opinião, um dos meus livros favoritos da vida.

Por Bia Sousa