Resenha “Joana D’Arc”, Helen Castor

downloadLivro: Joana D’Arc

Autor: Helen Castor

Editora: Gutenberg

Número de Páginas: 315

Sinopse: A história de uma das mulheres mais notáveis do mundo medieval. Ao contrário das tradicionais narrativas, com relatos já moldados pelo que conhecemos a respeito de quem Joana d´Arc se tornaria, a aclamada historiadora Helen Castor nos leva de volta à França do século XV, em plena Idade Média. Em vez da personagem icônica, ela nos apresenta uma jovem vibrante, que confronta os desafios da fé e da dúvida, e que, ao lutar contra os ingleses, toma partido em uma sangrenta guerra civil. Por essa rica e intensa narrativa, conhecemos uma extraordinária jovem em meio aos eventos tumultuados de seu tempo, onde ninguém – nem ela e nem as pessoas ao seu redor, como príncipes, bispos, soldados ou camponeses – imaginava o que aconteceria a seguir.

 

Minha Resenha

 

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“Na verdade, se tiverem que me despedaçar membro a membro e minha alma for separada do meu corpo, eu ainda não vou dizer mais nada. E se eu dissesse  a mais sobre isso, sempre diria que vocês me obrigaram a falar à força.”

Escrever resenha de um livro histórico sem spoilers é muito complicado, ainda mais se tratando de uma figura tão icônica como Joana D’Arc, mas vou tentar ser o mais sucinta possível.

O livro escrito por Helen Castor não se trata de uma biografia de uma heroína francesa, e sim de um relato histórico precedente ao momento onde Joana teve grande destaque e também pós a sua morte.

O livro é dividido em três partes, na primeira há relatos da Guerra dos Cem Anos, que por mais que tenha esse nome durou bem mais que isso, aconteceu na Idade Média, que envolveu dois grandes países da Europa, a Inglaterra e a França.

Já na segunda parte do livro conheceremos um pouco sobre nossa heroína, Joana D’arc. Joana teve uma história bem trágica, ainda na adolescência chegou a presenciar o assassinato de familiares. No início de sua pré-adolescência, passou a receber uma espécie de mensagem, que seriam enviadas por santos do catolicismo, orientando-a a entrar no exército francês e lutar contra os ingleses na Guerra dos Cem Anos.

 

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Motivada por essas mensagens, Joana cortou o seu cabelo, recebeu treinamentos militares e foi aceita no exército francês, a mesma obteve muito êxito na Guerra e chegou até a comandar as tropas, o que despertou muita inveja em outros combatentes.

Por volta do ano de 1430 Joana foi capturada estava em mãos o exército inglês, e ao ser interrogada ela afirmava que era orientada por vozes, por momento algum ela exitou, o que fez com que a mesma fosse considerada uma bruxa e praticasse feitiçaria. Como se sabe, nessa época as bruxas eram queimadas vivas em praça pública, o que acabou acontecendo com Joana.

Mas porque Joana foi considerada Santa? Para saber vocês terão que ler esse livrão para saber. Helen Castor escreve com maestria, cheia de detalhes, mostrando que a pesquisa para a elaboração do livro. Como uma amante da história do Mundo e da história de grandes nomes como o da Joana d’Arc eu amei demais a leitura, que só acrescentou meus conhecimentos.

Por Bia Sousa

 

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Resenha “A Poção Perdida: Diário de uma Garota Alquimista”, Amy Alward

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Livro: A Poção Perdida – Diário de uma Garota Alquimista (#2)

Autor: Amy Alward

Editora: Jangada

Número de Páginas: 440 páginas

Sinopse: Depois de vencer a Caçada Selvagem, salvando a Princesa Evelyn, a vida de Sam Kemi mudou completamente! Com uma avalanche de entrevistas na TV, o trabalho na loja de poções da família e os preparativos para acompanhar a Princesa – sua nova melhor amiga – numa grande viagem internacional, tudo parece estar indo muito bem, até que de repente não está mais…Alguém adulterou a mente do avô de Sam para tentar descobrir a fórmula da Aqua Vitae, uma poção capaz de curar qualquer doença e que estava perdida entre as páginas de um antigo diário da família Kemi. Sem suas memórias e precioso conhecimento, seu avô está cada vez mais perdido e confuso. E, conforme o tempo passa, seu estado só vai piorando. Agora, Sam precisa encontrar a receita perdida da poção mais poderosa do mundo, aquela que as pessoas matariam para pôr as mãos, e também tentar trazer as memórias do seu avô de volta. Trocando vestidos, príncipes e palácios por dragões, centauros e cavernas, Sam começa a aventura mais importante e perigosa de sua vida – na qual tudo pode acontecer!

 

Minha Resenha

 

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Que vocês sabem que eu fiquei completamente apaixonada pelo o primeiro livro da trilogia, vocês já sabem, mas que eu estou alucinada com a leitura do segundo, aí sim é novidade.

“A alquimia recompensa o estudioso, não o explorador. Você fará bem em se lembrar disso.”

Depois de ganhar a Caçada Selvagem e salvar a vida da princesa Evelyn,  a vida de Sam Kemi mudou completamente. Agora além das finanças da família estar indo de venta em polpa depois que o movimento da loja voltou a ter, Sam é simplesmente amiga da princesa Evelyn e agora tem um namorado.

Tudo estaria perfeito, não é mesmo?! Mas Sam não consegue de adaptar a todo esse estrelismo, mas vai levando da forma que é possível.

 

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Mas esse poderia ser o menor dos problemas que poderia aparecer na vida de Sam. Sua amiga, a princesa Evelyn não tem mais o controle de seus poderes e precisa de uma nova poção, precisa se canalizar esse poder com o auxílio de uma poção alquímica ou a outra opção seria se casar com um outro Talentoso.

“Franzo a testa enquanto tento pensar em algo radical que eu tenha feito com o meu dinheiro. Na verdade, não sou tão radical assim. Se eu pudesse, teria gastado tudo com livros.”

Se você acha que para por aí, a vida de Sam começa a se desmoronar depois que misteriosamente seu avô e grande mestre começa a perder a sua memória e também começa a ter uma saúde fragilizada.

Mas uma poção poderia ser a solução para esses dois problemas, sim, a Aqua Vitae, uma poção poderosíssima que estava descrita em um diário da família Kemi, que está perdido há mais de meio século, e sabe-se lá onde esse diário pode estar.

Uma missão difícil? Sim. Se nossa Kemi iria dar o braço a torcer?! É claro que não!

“Tentar ao máximo e falhar  não é um desfecho ao qual eu esteja acostumada.”

Assim, Sam parte em uma nova caçada em busca da poção mais poderosa que já se ouviu dizer na história da alquimia, mas para isso ela deverá ser muito discreta, pois qualquer passo em falso poderá custar a vida de pessoas que ela tanto ama para isso ela contará com a ajuda da princesa e de seu namorado.

Normalmente o segundo volume de trilogias costumam ser os livros mais mornos, mas Amy Alward me surpreendeu novamente com um livro que tirou o meu fôlego. Muitas aventuras, lutas, magia e tudo que uma trilogia precisa para nos prender do começo ao fim.

 

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Não vou falar muito sobre o livro para evitar spolers, mas adianto que eu amei muito essa leitura.

Além disso o fim do segundo livro nos deixa sedento para o desfecho da história da nossa amada Samantha Kemi. Não tenho dúvidas de que irei favoritar essa trilogia tão incrível para a vida.

Ahh e se eu fosse você não perderia tempo, iria logo adquirir essa trilogia e se apaixonar também!

Por Bia Sousa

Resenha “Gelo Negro”, Becca Flitzpatrick

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Livro: Gelo Negro

Autor: Becca Flitzpatrick

Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 304

Sinopse: Britt Pfeiffer passou meses se preparando para uma trilha na Cordilheira Teton, um lugar cheio de mistérios. Antes mesmo de chegar à cabana nas montanhas, ela e a melhor amiga, Korbie, enfrentam uma nevasca avassaladora e são obrigadas a abandonar o carro e procurar ajuda. As duas acabam sendo acolhidas por dois homens atraentes e imaginam que estão em segurança.

Os homens, porém, são criminosos foragidos e as fazem reféns. Para sobreviver, Britt precisará enfrentar o frio e a neve para guiar os sequestradores para fora das montanhas. Durante a arriscada jornada em meio à natureza selvagem, um homem se mostra mais um aliado do que um inimigo, e Britt acaba se deixando envolver. Será que ela pode confiar nele? Sua vida dependerá dessa resposta.

 

Minha Resenha

 

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“Ouvi dizer que, quando as pessoas estão perto da morte, as lembranças passam diante de seus olhos, como se fosse um filme.”

Em Gelo Negro conheceremos Britt e Korbie, que são muito amigas desde crianças. Britt vem a algum tempo se preparando para fazer uma trilha na Cordilheira Teton, e Korbie decide ir com a amiga, sem ao menos imaginar como é fazer uma trilha que necessita de tanto preparo.

Logo no início dessa aventura, uma grande nevasca as pegam desprevenidas e ambas acham melhor abandonar o carro e procurar por ajuda, mas infelizmente as duas pedem ajuda para as piores pessoas que elas poderiam imaginar encontrar.

“Jude dissera que precisávamos de segredos para nos mantermos vulneráveis, mas ele estava errado. Eu tinha revelado meus segredos, tinha me aberto com ele.Se aquilo não fosse vulnerabilidade, eu não sabia o que era.”

Dois homens lhes dão abrigo, mas logo em seguida elas descobrem que ambos são criminosos e as fazem de refém. Ao longo da história iremos acompanhar o horror vivido pelas duas, que além do medo de serem assassinadas, são impedidas de fugir devido a nevasca.

Britt é a peça chave de toda a história, pois os criminosos descobrem que ela tem o que ambos desejam, um mapa, cheio de marcações que ela nem imagina o que significa, mas acredita que é algo importante, já que ela pegou o mapa nos pertences do irmão de Korbie que conhecia muito bem a área.

“Se antes sentia medo, isso não importava mais, porque agora eu tinha uma razão para continuar viva. E essa razão olhava dentro dos meus olhos.”

No livro é narrado no passado e no presente, onde o quebra-cabeça vai se montando aos poucos e passamos a entender como tudo isso começou a acontecer. O que nos intriga mais é saber o motivo pelo qual um dos criminosos começa a ajudar Britt, enquanto ele a mantém como refém.

 

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No início do livro é um tanto quanto confuso, mas aos poucos passamos a entender tudo o que está acontecendo. O enredo é eletrizante e não dá vontade de largar o livro para nada.

“Dizem que, quando você está prestes a morrer, sua vida passa diante dos seus olhos. Mas nunca dizem que, quando você vê alguém que já amou morrer, pairando entre esta vida e a próxima, é duas vezes mais doloroso, porque você está relembrando duas vidas que percorreram um caminho juntas.”

E como em um bom thriller, o final é surpreendente, sim, eu fui tapeada durante toda a história e não pude imaginar que o culpado(a) pudesse ser quem foi.

Como vocês sabem eu sou uma amante de thriller e com certeza esse entrou para a minha lista de favoritos e dos que irei recomendar sempre. Sim, eu não tenho dúvida de que você também vai amar também  essa leitura.

Por Bia Sousa

Resenha “Viver Bem é a Melhor Vingança”, Calvin Tomkins

1565-20171205184707Livro: Viver Bem é a Melhor Vingança

Autor: Calvin Tomkins

Editora: Autêntica

Número de Páginas: 128

Sinopse: Nas palavras do jornalista Sérgio Augusto, Calvin Tomkins escreveu “a mais enxuta e gratificante crônica sobre a Paris da Geração Perdida e seu mais glamoroso casal de expatriados, Gerald e Sara Murphy”. Os Murphys chegaram à França após a Primeira Guerra Mundial, época em que uma leva de artistas e intelectuais americanos foram se estabelecer às margens do Sena. O casal vivia cercado de pintores, músicos e escritores. Fitzgerald, seu hóspede mais assíduo, inspirou-se em Gerald e Sara para compor os protagonistas de Suave é a noite. Além dele e de Zelda, as reuniões dos Murphys tinham Cole Porter, Hemingway, Picasso, Léger, Gertrude Stein, Cocteau e Satie entre seus habitués . Ilustrado com fotos do álbum de família dos Murphys, além de uma seleção especial dos quadros pintados por Gerald Murphy, Viver bem é a melhor vingança é uma bela e evocativa memória dos anos loucos em Paris, que transformaram uma geração.

Minha Resenha

 

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“Viver bem é a melhor vingança. Vingança contra os invejosos, as adversidades e a mortalidade compulsória. Mas o que significa viver bem? Se dinheiro não é tudo, viver bem talvez seja lograrmos ser felizes do jeito que somos, com o que temos, com o que fazemos e com quem nos relacionamos.”

Como vocês já devem saber eu sou uma pessoa apaixonada por biografias e que gosto muito de arte, então quando vi a oportunidade de ler a biografia do casal Murphy não pude resistir.

No livro Viver Bem é a Melhor Vingança, conheceremos Gerald (1888-1964) e Sara (1883-1975). Assim que casaram foram morar em Nova Iorque, e lá tiveram os seus três filhos, Baoth, Patrick e Honoria. Em 1921, para escapar da da insatisfação da família de ambos com o casamento resolveram ir para Paris, onde passou a fazer parte de um círculo de amizade com diversos  escritores e artistas mundialmente conhecidos.

Gerald  e Sara eram americanos, com famílias de posses e expatriados que se mudaram para a Riviera Francesa no por volta de 1920. O casal tinha uma hospitalidade admirável e tinha um talento enorme para promover grandes festas. Graças a isso, o círculo de amizade do casal incluía muitos escritores e pintores que posteriormente seriam mundialmente conhecidos. 

Gerald, teve sua carreira como pintor muito curta, mas de uma importância enorme, e ficou conhecido principalmente pelas suas pinturas que envolvia a Natureza-Morta. Já Sara, apareceu em muitos quadros de nada mais nada menos que Picasso, isso mesmo, Sarah foi retratada em diversos quadros do artist, entre eles o Retrato de Sarah Murphy.

Uma biografia curta, mas escrita com muito primor e de forma leve, o que nos permite estar mais próximo de conhecer artistas e também sobre a história de vários trabalhos artísticos (literários, pinturas e etc. O carisma do casal, que nos foi apresentado no livro é de encher os olhos, deu ate vontade de ser amigo deles (imaginem só, ser amigos do Picasso <3).

Com a leitura pude perceber que o casal fez de todas as adversidades da vida uma oportunidade, não deixando de forma nenhuma energias negativas ou acontecimentos ruins lhes abalarem, persistir, e vencer é a melhor vingança para aqueles que não desejam o bem.

Enfim, é um pouco difícil dar mais detalhes de uma biografia, já que qualquer acontecimento pode ser um spoiler, mas já adianto que vale muito a pena e trás um conhecimento fora do comum, para aqueles que são fã de biografias e arte como eu com certeza é um excelente livro, e para quem não tem muito costume de ler o gênero também recomendo demais já que é bem curtinha.

Por Bia Sousa

 

Resenha “Annie”, Thomas Meehan

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Autor: Thomas Meehan

Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 208

Sinopse: Aos onze anos, “Annie” é uma garotinha corajosa o suficiente para encarar sozinha as ruas de Nova York perseguindo seu grande sonho: encontrar os pais. Deixada por eles num orfanato quando ainda era um bebê com a promessa de que um dia voltariam para buscá-la, Annie leva uma vida difícil sob o comando da malvada Srta. Hannigan, diretora do lugar. Felizmente, a sorte da menina parece mudar quando o bilionário Oliver Warbucks, auxiliado por sua secretária, a amável Srta. Grace Farrell, decide convidar Annie para passar as festas de fim de ano em sua mansão e logo se vê cativado pelo otimismo da menina. Mas será que ela vai conseguir mesmo escapar da vida dura do orfanato?

Minha Resenha” 

 

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” – Olha Sandy – disse a menina abraçando o cachorro – O amanhã chegou!”

Geeeente, para tudo! Que livro mais lindo é esse? Estou completamente arrependida por não ter lido esse livro antes, e se você está adiando também, para tudo e pegue para lê-lo agora mesmo.

Sabe aquele livro estilo sessão da tarde? Com muita música e com uma história linda e comovente? Tá ai, Annie.

A história se passa no fim da década de 1920, e nossa protagonista é uma menina de 11 anos que sonha pelo dia que seus pais irão buscá-la no orfanato que foi deixada, ainda bebê. Lá temos suas amigas órfãs, que são quase como irmãs, ambas se defendem da insuportável Srta. Hannigan, que as tratam como empregadas.

Vivendo uma vida tão monótona , sempre entre escola (onde era maltratada até pelos professores) e o orfanato, sem nenhuma perspectiva da chegada dos seus pais ela decide fugir desse inferno e passa por diversas aventuras, algumas muito legais, outras um tanto quanto tristes.

Mas o destino faz com que nossa Annie volte para o orfanato, mas nossa pequena mal poderia imaginar que sua sorte estava mudando. Logo que retorna, uma funcionária do bilionário Oliver Warbucks, chega até o orfanato a procura de uma criança para ficar 15 dias na mansão e passar o Natal com ele (que na verdade era uma verdadeira jogada de marketing). Com seu carisma e poder de persuasão, Annie acaba sendo a criança escolhida.

Nos próximos 15 dias, Annie passa a desfrutar de tudo que nunca teve, roupas, sapatos, comida gostosa, presentes, passeios e até nadar ela aprende. Tudo perfeito, né?! sim, seria se o Oliver Warbucks não fosse uma pessoa tão fria, mas é claro que nossa pequena tratará de aquecer o coração desse bilonário, que por sinal passa a querer adotá-la.

Mas essa não era a vontade de Annie, ela queria os seus pais de verdade. Mas será que Oliver sofrerá com essa repulsa da menina? E os pais de Annie, onde estão? Será que a Srta. Hannigan será capaz de aprontar algo para que os sonhos de Annie não se realize? O que será que uma criança poderia trazer de exemplo para um país que passa por um momento tão crítico?

Realmente esse é o livro do amor, é muita fofura em um lugar só. Li em menos de 1 dia e me apaixonei pela escrita, enredo e pelos personagens, assim quis correndo assistir a adaptação.

A adaptação é bem diferente (se passa na atualidade e é cheio de tecnologias), mas a premissa é bem parecida com a do livro. O fime é um musical, que deixou a história ainda mais fofa e empolgante. Por mais que a história seja levemente alterada ainda conta com a mesma leveza  e nível amorzinho, pois as partes mais tristes e dolorosas da leitura não está presente.

Esse é um clássico que recomendo para todas as idades, acredito que toda criança deveria conhecer a história da nossa pequena Annie, que trás aprendizados para todas as idades, e o filme é bem típico de domingo depois do almoço com toda a família reunida, onde cantorias e dancinhas serão marcas registradas.

Abaixo colocarei o trailer do filme, que por sinal você também deveria assistir.

Por Bia Sousa

 

Resenha “Geekerela”, Ashley Poston

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Autor: Ashley Poston

Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 384

Sinopse: Um divertido romance que traz a clássica história de Cinderela para os dias de hoje.

Quando Elle Wittimer, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de seu pai morrer, ele transmitiu à filha sua paixão pelo clássico de ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca tinham ouvido falar da série. Mas a produção do filme anunciou um concurso de cosplay numa famosa convenção valendo um convite para um baile com o ator principal, e Elle não consegue resistir. Na Abóbora Mágica, o food truck vegano onde trabalha, ela encontra a ajuda de uma amiga cheia de talentos para moda que vai criar o traje perfeito para a ocasião. Afinal, o concurso é a chance de Elle se livrar das tarefas domésticas impostas pela terrível madrasta e das irmãs postiças malvadas.

Já Darien Freeman, o astro adolescente escalado para ser o protagonista do filme, não está nada ansioso para o evento, embora o papel seja seu grande sonho. Visto como só mais um rostinho bonito, o próprio Darien também está começando a achar que se tornou uma farsa. Até que, no baile, ele conhece uma menina que vai provar o contrário.

Esta releitura de Cinderela transporta para o universo nerd os principais elementos do clássico conto de fadas, fazendo uma verdadeira homenagem a todos aqueles que sabem o que é ser fã e se dedicar de coração àquilo que amam.

 

Minha Resenha 

 

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Ahhh, sabe aquele livro levinho e cheio de amor? Então, Geekerela é esse livro.

“Até podemos ser diferentes, torcer por casais diferentes, ou ser fãs de histórias diferentes, mas, se aprendi alguma coisa nestes vinte e três dias enfiado num uniforme da cor errada, interpretando um personagem que eu nunca pensei que seria capaz de interpretar, foi que, quando nos transformamos nesses personagens, partes de nós se acendem como fogos de artifício. E brilham. Nós brilhamos. Juntos.”

Por mais que eu ouvisse muitos elogios para ele não estava com muitas expectativas, assim acabei amando a minha experiência de leitura.

Muitos e vocês já sabem que sou apaixonada pela Cinderela, então quando eu vi essa releitura que além de ser de uma das histórias que mais amo, teria uma pegada bem geek eu quis logo comprar o meu.

“Sou a princesa perdida. A vilã da minha própria história, e a heroína também. Sou um pouco da minha mãe e um pouco do meu pai. E existo neste universo. Sou o possível e o impossível.”

Em Geekerela conheceremos Elle, é uma adolescente super fã de Starfield, uma série bem antiga que ela só conheceu graças ao seu falecido pai, que por sinal é a sua única distração, já que sua madrasta e suas meias irmãs são insuportáveis e a trata como empregada, além de trabalhar num food truck vegano.

Não bastasse a vida de ser praticamente uma doméstica em casa, sua madastra insiste em vender a casa, uma das únicas lembranças/herança que Elle ainda tem dos seus pais. Quer ver que ainda não para por aí? Para total desespero de nossa Cinderella geek, surge a notícia de que Starfield terá um remake, e um dos atores que ela mais odeia foi escalado para o papel principal, agora sim era o fim dos tempos.

“Nunca desista dos seus sonhos, e nunca deixe que digam que seu amor é inconsequente, inútil ou uma perda de tempo.”

Do outro lado temos Darien, um jovem ator, que está no auge da sua fama, que acaba de ser escalado para o papel principal de Starfield. Mas ele não é exatamente o que aparenta para os fãs. Ele não gosta do corpo cheio de músculos e de tudo que a fama lhe dispõe, ele é mais um nerd, fã de ficção científica e que está muito feliz em atuar na série que ele mais ama, porém o medo de não ser bem aceito é latente.

Em meio a isso, Darien decide mandar uma mensagem para um antigo amigo, porém a mensagem acaba chegando por engano para Elle, e é assim que o destino desses dois será traçado. Darien se sente muito a vontade, pois pelas mensagens trocadas com Elle, ele se sente bem, e não precisa usar uma máscara, ele é simplesmente uma pessoa normal.

“Talvez isso seja resultado da fama. Ela corrompe tudo ao redor, e depois de um tempo até seus melhores amigos passam a ver você mais como um nome do que como uma pessoa; um produto, e não um ser humano. Talvez essa seja a minha vida agora.”

Vivendo num verdadeiro inferno, e incentivada pelas trocas de mensagem e pelo boom que seu blog passou a ter graças as postagens que ela têm feito em relação ao remake, Elle decide que vai aproveitar a oportunidade que surge: um concurso de cosplay, que terá como prêmio par de ingressos para o baile do evento com o ator principal. Mas o evento será longe de onde ela mora, o que seria uma dificuldade já que sua madrasta não sai de seu pé e o custo seria grande.

 

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Mas nossa protagonista não se abala, decide reunir ao máximo todas as suas economias para participar do concurso, e para a produção de sua fantasia ela contará com a ajuda de Hera, sua mais nova colega, ou talvez amiga hahaha.

“Você não está sozinha, Ah’blena. E suas estrelas vão me guiar de volta pra casa.”

Esse livro é um prato cheio para nerds, aqui temos personagens que são fãs de verdade, teremos vários posers que estão ali pelo auge do seriado ( o que é bem comum, não é mesmo? Quem é fã de verdade irá se identificar ).

O livro também conta com partes bem emotivas, principalmente quando se fala dos pais de Elle que faleceram, porém gargalhadas estão garantidas, além disso temos um cachorrinho super fofo, que Elle ama demais. Se teremos romance? Claro que sim, pois estamos falando de uma releitura de Cinderela, e já aviso que a cena do baile, e quando Elle perde o sapatinho de cristal é encantador .

“É mais fácil sermos quem queremos ser quando não estamos tentando ser quem todo mundo pensa que somos.”

Mergulhei de cabeça na história e amei cada página, Ashley não poderia ter escrito uma releitura melhor do que essa. Com uma escrita fluída, e envolvente, logo de cara nos afeiçoamos aos personagens, e é claro passamos a odiar outros. O casal é super fofo e por mais que achamos que tudo dará errado, já que ambos se odeiam mesmo sem se conhecer, se torna impossível não shippar o casal.

Ahhh, não poderemos deixar de lado a edição que está MARAVILHOSA, com uma capa linda, e com a arte das separações das partes do livro que nos deixa babando. A intrínseca arrasou no design.

“Eu também sempre achei que não era ninguém. Mas nós dois estamos errados. Nós somos quem quisermos ser. Qualquer um pode ser o que quiser.” 

Geekerela foi uma grande surpresa e com certeza será uma leitura que super recomendo, e para você que não leu ainda, só digo que está perdendo muito tempo ai, hein?!

Por Bia Sousa

Resenha “Corte de Névoa e Fúria”, Sarah J. Maas

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Livro: Corte de Névoa e Fúria

Autor: Sarah J. Maas

Editora: Galera Record

Número de Páginas: 658

Sinopse: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

 

Minha Resenha

 

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ATENÇÃO: Essa resenha pode conter spoilers por der o segundo livro de uma série.

“Mas eu estava envolta em um casulo de escuridão e fogo e gelo e vento, um casulo que derreteu o anel de meu dedo até que a liga de ouro escorresse para o vazio, e a esmeralda saiu quicando atrás dela. Envolvi meu corpo com aquela força violenta, como se pudesse evitar que as paredes me esmagassem por inteiro, e talvez, talvez, conseguir um mínimo de fôlego…Eu não podia sair; não podia sair; não podia sair…”

Para nós leitores de trilogias, séries e sagas, já nos acostumamos com o nível mediano que os segundos volumes costumam ter, certo? Mas se você acha que isso se aplica a Corte de Névoa e Fúria pode ir trocando de ideia, pois esse sim é só tiro, porrada e bomba.

Depois de passar por um período terrível nas Montanhas, Feyre, agora uma Grã-Feérica tenta levar a sua vida da forma mais tranquila ao lado de Tamlin, porém sua vida está mais para um inferno, pesadelos lhe perseguem, além da proteção exacerbada que Tamlin tem com Feyre, nossa protagonista se vê cada dia mais distante do seu amado, fora as responsabilidades que esse título lhe guarda. Tamlin aos poucos vem recuperando os poderes e tudo que perdeu, mas vive o seu melhor momento já que irá se casar com Feyre.

“- Há a escuridão que assusta, a escuridão que acalma, a escuridão do descanso. Há a escuridão dos amantes, a escuridão dos assassinos. Ela se torna o que o portador deseja que seja, precisa que seja. Não é completamente ruim ou boa.”

Feyre está um tanto quanto desesperada, pois jamais imaginou passar por tudo isso, além de lidar com seus poderes, têm que lidar com um Tamlin que ela não conhecia. Então no meio da cerimônia de seu casamento ela vê uma luz no fim do túnel.

 

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Rhys, que teve um grande destaque no fim do primeiro livro aparece no meio da cerimônia de casamento de Feyre e Tamlin e exige o que foi acordado, sim, ele quer ter direto a uma semana da presença de Feyre com ele, e exige que seja naquele momento. Para muitas noivas esse tipo de atitude seria uma afronta, mas Feyre vai, pois por mais que amassa Tamlin, ela não estava preparada para o casamento.

“Uma rainha – uma rainha que não se curvava a ninguém, uma rainha que enfrentara todos e triunfara. Uma rainha que era dona do próprio corpo, da vida, do destino, e jamais se desculpava por isso.”

Já na Corte Noturna, Rhys se mostra um tanto quanto insuportável, mas ao longo da leitura vamos nos afeiçoando ao personagem. Durante a estadia de Feyre, ela acaba percebendo que Rhys não era o crápula que ela imaginava assim decide que não quer mais ir embora, pois ao lado de Rhys ela têm tudo aquilo que Tamlin lhe limita.

Depois de um tempo, Rhys decide abrir o jogo para Feyre e contar que uma grande guerra se aproxima das terras Feéricas e dos humanos, e ele precisa ajudar Feyre desenvolver seus poderes para poder salvar a todos. Então a partir daí ação não faltará.

“Tamlin me dera tudo o que eu precisava para me tornar quem era, me sentir segura, e, quando conseguiu o que quis, quando conseguiu o poder de volta, as terras de volta… parou de tentar. Ainda era bom, ainda era Tamlin, mas estava simplesmente… errado.”

Meu Deus, que livro é esse? No começo achei um pouco cansativo, mas compensa muito. O livro te deixa sedento por mais páginas, muita coisa acontece, principalmente revelações que nos fazem enxergar a real face de muitos personagens. Cenas de muito romance, ação nos deixam completamente sem fôlego.

Um outro ponto que vale muito a pena salientar, é o destaque que personagens secundários passa a ter, o que faz com que a história não fique um tanto quanto cansativa, mesmo com as suas mais de 650 páginas.

“Eu era dele e ele era meu, e éramos o início, o meio e o fim. Éramos uma canção cantada desde a primeira brasa de luz no mundo.”

Mais uma vez, Sarah J. Maas me surpreendeu de forma positiva, jamais esperava que a história tomasse o rumo que chega, o que me deixa ainda mais ansiosa para o próximo livro.

 

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Passei a amar vários personagens e em contrapartida passei a ter ranço de muitos outros (Sarah, matem eles por favor!), mas temos muitas coisas para acontecer, não é mesmo?! O terceiro livro da série, Corte de Asas e Ruína é um senhor calhamaço que não vejo a hora de poder me deliciar.

“Há muito tempo, antes dos Grão-Feéricos, antes dos homens, havia um Caldeirão… Coisas foram forjadas com ele. Coisas tão malignas que o Caldeirão foi, por fim, roubado de volta, a um grande custo. Não podia ser destruído, pois tinha Feito todas as coisas, e, se fosse quebrado, a vida deixaria de existir. Então, foi escondido. E esquecido.”

Então por hoje é isso, super recomendo esse segundo volume, que consegue ser ainda mais espetacular que o primeiro.

Por Bia Sousa

Resenha “Submissa”, Maya Banks

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Livro: Submissa

Autor: Maya Banks

Editora: Gutenberg

Número de Páginas: 284

Sinopse: Eles não seguem as regras. Eles FAZEM as regras.

Uma nova série que vai mexer com você da cabeça aos pés. Poder, sedução, dinheiro, submissão, dominação, dor e prazer… Nesse jogo que está prestes a começar, o amor não entra nas regras. Será que você está preparada?

Evangeline nunca soube o que é viver no luxo, pois sempre teve que trabalhar duro para ajudar os pais e conseguir sobreviver em Nova York. Típica garota do interior, sente-se deslocada em meio à metrópole e percebe que ingenuidade e sinceridade, que sempre foram suas características mais marcantes, são vistas como defeitos pelos nova-iorquinos e, principalmente, por seu ex-namorado que a seduziu e a abandonou.

Ele se apossa do que quer, sem remorso e sem culpa.

Drake Donovan é um magnata do entretenimento e um dos milionários mais cobiçados do mundo. Ele e seus “irmãos” ergueram um império em Nova York, e o seu maior empreendimento é a badaladíssima Impulse, a casa noturna mais exclusiva da cidade. Acostumado a ter todos na palma da mão, Drake sente seu inabalável mundo balançar quando vê uma jovem com ar angelical e inocente perdida em sua boate. Quem era aquela garota? Ele não tem ideia, mas de uma coisa tem certeza: ela será dele!

Ela não sabe se é capaz de dar o que ele deseja.

Incentivada pelas amigas, ir sozinha à Impulse parece o plano perfeito para Evangeline se vingar do ex-namorado canalha. Mas o que está prestes a acontecer vai mudar sua vida para sempre. Uma proposta… Uma tentadora oportunidade de ter tudo aquilo que nem em sonhos ela imaginaria possível. O preço? Submissão total e completa.

Minha Resenha

 

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Quando tive a oportunidade de receber esse livro em parceria com a editora eu não pestanejei, já que vejo muita gente elogiando as obras da Maya Banks e vi ai, uma ótima oportunidade para conhecer a escrita da autora.

Submissa é o primeiro livro da trilogia Enforcers, e aqui conheceremos Evangeline e Drake.

” – É aí que quero provar que está errada Angel. Meu mundo, minhas regras. Não respondo a ninguém, e ninguém fode comigo ou com o que me pertence.

– E é isso que sou? Algo que te pertence?

– Neste momento? Sim.”

Evangeline é uma moça super trabalhadora e esforçada, vinda de uma família muito humilde, ela decidiu se privar dos seus sonhos para poder ajudar financeiramente com o seu trabalho. Evangeline decidiu sair da cidade do interior, para conseguir poder ajudar mais seus pais, se privando de pequenas coisas como comer na rua, sair e comprar roupas, Vangie divide apartamento com suas amigas, que são como irmãs, e ali ela tem o seu maior refúgio depois de horas e horas de trabalho.

Porém ela jamais poderia imaginar a mudança repentina que sua vida iria tomar, depois de ser humilhada pelo seu ex namorado, que só pensava em lhe usar. Sofrendo depois desse pé na bunda humilhante, as amigas de Vangie decidem que ela deve se vingar, e mostrar para o seu ex, o que perdeu, mostrar que ele jamais iria rebaixá-la.

“Estava quase… bonita. Mas logo repreendeu-se por estar vivendo naquele mundo de fantasia para o qual havia sido sugada, e lembou a si mesma de que ainda era a mesma Evangeline comum de sempre. Roupas caras e jóias não iam, como um milagre, transformá-la em algo que não era, e era perigoso acreditar na fantasia, mesmo que apenas por um momento.”

Assim, Vangie se produz de forma estonteante e parte para uma das boates mais badaladas de Nova Iorque, a Impulse. Mas o que parecia ser apenas uma noite para levantar seu alto astral, começa simplesmente virar um inferno. Na Impulse, Evangeline acaba dando de cara com seu ex acompanhado por outra mulher, e ele não pensa duas vezes antes de humilhá-la.

 

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Do outro lado conheceremos Drake Donovan, um dos milionários mais cobiçados de Nova Iorque e também proprietário da Impulse, que por sinal acompanhava de longe a confusão que acontecia em sua boate, entre três clientes, uma em especial que mexeu com sua cabeça logo que a viu.

“Eles poderiam viver em mundos completamente diferentes, mas coisas como orgulho e autoestima eram universais, e, nessa seara, estavam em terreno comum. Eram apenas duas pessoas com algo em comum. Sem divisões, financeiras ou sociais. Pessoas. Apenas pessoas. Experimentando e respeitando sensações que não tinham barreiras.”

Drake é um garanhão nato, que não fica com a mesma mulher por mais de duas noites, compromisso nunca foi prioridade em sua vida. Decidido a acabar com tudo aquilo que via acontecendo em sua boate, Drake manda buscar a Evangeline, até então uma desconhecida para ele, e levá-la até seu escritório.

Assim que os dois se vêem pela primeira vez, faíscas começam a surgir, e Drake começa o seu jogo de sedução. Nesse momento Vangie se vê completamente envolvida e não consegue se desvencilhar de Drake. Tendo alguns minutos completamente devassos.

“Posso me esconder de mim mesma, mas nunca serei acusada de se esconder atrás de alguém.”

Algumas páginas seguintes vemos certas coisas acontecerem que me deixou muito contrariada. Evangeline aceita ser a SUBMISSA de Drake, e a rapidez me deixou um tanto quanto assustada.

 

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Evangeline, até então bem segura de si, larga o apartamento e emprego para morar com Drake, em seu apartamento luxuoso, aceitando que sua família recebesse uma quantia exorbitante de Drake, além disso lhe enchendo de presentes caríssimos. Mas por que isso me incomodou? Porque a autora pintou uma personalidade para Vangie, que no fim das contas não foi descrito no livro.

” Confiança e fé devem ser conquistados, e isso não acontece da noite para o dia. Vêm com o temo. Ou não.  O que estou dizendo é que você tem ambos de mim. Sem condições. Sem reservas. Sem volta. E espero que você ossa me oferecer o mesmo, da mesma forma. Não quero que me diga nada apenas para me consolar, Drake. Palavras não significam nada. Nunca diga que confia em mim a menos que realmente sinta isso. Mas, até que sinta essas coisas e as demonstre, estarei aqui esperando. Não vou a lugar nenhum. A menos que decida que não me quer mais.”

Evangeline virou uma Submissa da noite para o dia, aceitando tudo que era imposto para si (a coitada não podia sair na rua sozinha, muito menos sem comunicá-lo). Talvez, se ela tivesse se mostrado um tanto quanto relutante ao que estava acontecendo eu pudesse engolir tudo isso.

Vangie se mostrou uma pessoa totalmente sem personalidade, perdeu a sua voz, pois segundo ela tinha uma dívida com Drake (por ele lhe dar do bem e do melhor e ajudar seus pais financeiramente). Outro ponto que me incomodou muito foram os pais dela, que no início se mostraram ser bastante preocupados com a filha, mas não se    importou quando a filha decide morar com cara que tinha acabado de conhecer e ainda aceitar o dinheiro dado por ele, pelo contrário, viraram amigos bem rapidamente com meia dúzia de palavras trocadas.

“Nunca, em um milhão de anos, ela teria imaginado que seria uma dessas mulheres que prefere um cara a suas melhores amigas, e era exatamente o que tinha feito.”

Mas nada supera o fim do livro, que me fez sentir algo muito ruim. Não sei se tenho raiva do Drake por ter feito tudo isso, ou se acho bem feito para Evangeline, já que um relacionamento nada saudável como esse se poderia tender para algo como ruim, como aconteceu. E já adianto, é de deixar qualquer pessoa indignada.

 

 

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Mas ainda sim gostei muito da escrita da autora, que é muito envolvente e nada cansativa, a leitura é bem rápida e a cada capítulo lido da vontade de correr para o próximo. Só fiquei um tanto quanto assustada com a forma que tudo acontece no livro (se vocês achavam a relação do Grey e da Ana um tanto quanto bizarra, vocês precisam conhecer Evangeline e Drake).

Quero muito dar continuidade a trilogia, pois espero do fundo do meu coração que Evangeline acorde para a vida. Não consigo aceitar essa nova personalidade dela. Além disso fiquei bem curiosa para conhecer um pouco mais sobre os estonteantes Irmãos de Drake.

Por Bia Sousa 

 

Resenha “O Assassino do Zodíaco”, Sam Wilson

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Livro: O Assassino do Zodíaco

Autor: Sam Wilson

Editora: Jangada

Número de Páginas: 464

Sinopse: Numa sociedade corrupta e violenta, dividida pelos signos do Zodíaco, as desigualdades entre as pessoas vêm do berço e continuam por toda a vida. Assassinatos passam a ocorrer com brutalidade incomum, e as vítimas parecem não ter nada em comum. Seriam esses crimes uma rebelião contra o sistema ou obra de um serial killer? Para encontrar uma resposta, o detetive Jerome Burton se junta à astróloga forense Lindi Childs. Juntos eles percorrem uma trajetória sombria para tentar desvendar uma história tenebrosa de traição, amores perdidos, promessas quebradas e uma verdade devastadora capaz de abalar o mundo em que vivem…

 

Minha Resenha

 

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Logo que ouvi falar da publicação desse livro, eu fiquei com as expectativas nas alturas, já que o livro tem tudo que mais amo: astrologia (sou a louca dos signos), distopia e thriller policial. E já adianto que a leitura é maravilhosa do começo ao fim.

“A astrologia revela a verdadeira natureza do mundo – reforçou ela. – Nada em nossa vida ou na sociedade faz sentido, a menos que olhemos sob o véu das aparências físicas e contemplemos a realidade cósmica que está por trás dele.”

O livro retrata uma sociedade distópica dividida pelos signos, cheia de corrupção, desigualdade, tudo regido simplesmente pela data de nascimento. Escolas, profissão, e locais que poderia ser frequentado eram definidos pelo signo de cada pessoa.

 “Explicava-lhe isso em detalhes, para lhe proporcionar uma compreensão profunda das forças astrológicas que influenciavam sua vida e sua conexão com o universo.”

Nas primeiras páginas conheceremos Rachel, uma libriana, que tem por profissão ser arrumadeira, porém o que parecia ser apenas mais um dia de trabalho se transforma em um verdadeiro inferno.

 

“Você é mesmo cheio de si, não? Nem todas as pessoas querem passar a vida tomando remédios contra depressão e morrendo de ataque cardíaco no assoalho da Bolsa de Valores. A maioria só deseja ser feliz vivendo do jeito que escolheu.”

Quando Rachel chega na casa onde iria trabalhar naquele dia, ela encontra o dono da residência morto (Peter Williams, chefe de polícia), na mesma hora que percebe o corpo caído na residência, ela entra em contato com a polícia, mas Rachel não poderia imaginar que o assassino ainda estava ali. Em um ato de desespero ela entra na frente de um carro pedindo por socorro, mas ela não poderia imaginar que naquele carro estaria simplesmente o comparsa do assassino do chefe Williams, por ser a única testemunha desse assassinato ela acaba sendo sequestrada e corre muito risco de vida.

 “… nos chamam de violentos. Como poderíamos não ser, se essa é a única maneira de nos ouvirem? Como poderíamos não ser, se violência é o que encontramos todos os dias? Paz é silêncio, e não podemos mais permanecer em silêncio. Temos de ser ouvidos!”

Outro personagem que conheceremos é Burton, investigador designado para esse caso e também para tantos outros. Ele vive um momento um tanto quanto conturbado devido a gestação e a chegada do seu primeiro filho e por desejar muito que ele também fosse taurino, assim assegurando uma vida mais confortável.

 

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“A astrologia revela a verdadeira natureza do mundo – reforçou ela. – Nada em nossa vida ou na sociedade faz sentido, a menos que olhemos sob o véu das aparências físicas e contemplemos a realidade cósmica que está por trás dele.”

Burton encontra um caso muito complexo, com seus suspeitos sendo arianos (olá, tudo bom? Arianos né, mores?! Brincadeiras a parte), que é o signo dos mais desfavorecidos, normalmente mais agressivos e em sua maioria bandidos e assassinos), mas para que o verdadeiro assassino seja encontrado e julgado de forma justa ele precisará da ajuda de uma astróloga, e não poderia designar uma pessoa mais capacitada para isso do que Lindi Childs.

 “Dane-se o que essa gente pensa; o sujeito é um traidor! E dane-se a porcaria do seu manual de comportamento! O manual é o escudo que nos protege enquanto fazemos o necessário para executar o nosso trabalho. Você não trabalha para o manual; trabalha para a polícia, e, quando se esquece disso, a gente acaba se ferrando.”

Por pensarem de forma bem diferente, os dois por vez ou outra acabavam se desentendendo, mas deverão superar essas diferenças para desvendar esse caso.

 “A vida inteira paguei outros para fazerem coisas em meu lugar – explicou ele. – Esta será minha vingança. Não vou me privar dela.”

É claro que o livro tem vários personagens, (característica de livros policiais), que nos deixarão bem confusos ao longo do livro e principalmente sobre a identidade do assassino, que por sinal me surpreendeu muito, já que o motivo do assassinato é vingança.

“Jamais haverá paz na sociedade se continuarmos negando nossa natureza autêntica.”

Apesar de ser um livro excelente e com uma narrativa policial que nos prende do começo ao fim, o mais genial de tudo é a sociedade criada de forma tão meticulosa. Todo o enredo é muito original e envolvente, com uma leitura super fluída.

“–Vou lhe dizer o que penso –disse por fim. –Penso que este lugar é um bote salva-vidas. O bote salva-vidas é necessário, mas não vai muito longe. O problema é que todos os outros botes nas imediações estão afundando. “

Mais um Thriller que entra na minha lista de favoritos e que irei recomendar para Deus e o mundo. Esse livro é uma leitura mais que recomendada!

Por Bia Sousa

Resenha “Segredos de Uma Noite de Verão”, Lisa Kleypas

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Livro: Segredos de Uma Noite de Verão

Autor: Lisa Kleypas

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 288

Sinopse: Apesar de sua beleza e de seus modos encantadores, Annabelle Peyton nunca foi tirada para dançar nos eventos da sociedade londrina. Como qualquer moça de sua idade, ela mantém as esperanças de encontrar alguém, mas, sem um dote para oferecer e vendo a família em situação difícil, amor é um luxo ao qual não pode se dar.

Certa noite, em um dos bailes da temporada, conhece outras três moças também cansadas de ver o tempo passar sem ninguém para dividir sua vida. Juntas, as quatro dão início a um plano: usar todo o seu charme e sua astúcia feminina para encontrar um marido para cada, começando por Annabelle.

No entanto, o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle, o rico e poderoso Simon Hunt, não parece ter interesse em levá-la ao altar apenas a prazeres irresistíveis em seu quarto. A jovem está decidida a rejeitar essa proposta, só que é cada vez mais difícil resistir à sedução do rapaz.

As amigas se esforçam para encontrar um pretendente mais apropriado para ela. Mas a tarefa se complica depois que, numa noite de verão, Annabelle se entrega aos beijos tentadores de Simon… e descobre que o amor é um jogo perigoso.

No primeiro livro da série ‘As Quatro Estações do Amor’, Annabelle sai em busca de um marido, mas encontra amizades verdadeiras e desejos intensos que ela jamais poderia imaginar.

 

 

Minha Resenha

 

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Sim, confesso que fui bem relutante ao gênero Romance de Época, mas devido a tantas indicações e a super promoção na Black Friday de 2017 com os kits das autoras mais recomendadas desse gênero tive que me render, e só tenho uma coisa a falar sobre isso: que excelente surpresa foi conhecer mais um gênero literário.

“Se houvesse um pingo de poesia na alma de Simon, ele poderia ter pensado em dezenas de versos arrebatadores para descrever os encantos dela. Mas ele era plebeu até os ossos e não conseguia encontrar palavras que descrevessem com precisão a atração que sentia.”

Como disse anteriormente esse foi o meu primeiro contato não só com o gênero como com a autora (Série Perdida é romance de época, gente?), e estou completamente apaixonada. Levem em consideração que eu não sou muito fã de romances, hein?!

Em Segredos de Uma Noite de Verão, primeiro livro da série, As Quatro Estações do Amor, conheceremos Annabelle Peyton, uma jovem que já está no tempo limite para arrumar um marido (que época, queridos, que época…), além disso sua família vive em uma crise financeira horrível, e um casamento com um homem de posses cairia muito bem no momento.

“Precisamos fazer um pacto para ajudar umas às outras a encontrar um marido. Se os homens não vierem atrás de nós, iremos atrás deles. O processo se mostrará muito mais eficaz se juntarmos forças, em vez de avançar individualmente.”

Em mais uma temporada de bailes, Annabelle conhece outras três moças que estão na mesma situação: a procura de um bom marido. Assim, ambas logo viram amigas e traçam um plano, usar de todo o charme que cada uma tem para desencalhar. E vocês já podem imaginar que muitas risadas estarão reservadas não só para esse livro como para toda a série.

 

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A caça a maridos começa por Annabelle já que é a mais velha das quatro. Arrumar um marido para ela não será fácil, pois nenhum se encaixa no que ela deseja, mas de essa corrida precisa ser agilizada o quanto antes, pois o tempo não está ao seu favor.

“Tinha ganhado, de uma única vez, três amigas com quem possuía algo em comum, apesar de suas origens serem radicalmente diferentes. Eram todas jovens, com sonhos, esperanças e medos – cada uma delas totalmente familiarizada com a imagem de um cavalheiro de sapatos negros e polidos andando em sua fileira de cadeiras em busca de algo mais promissor. As solteironas não tinham nada a perder ajudando umas às outras, e sim tudo a ganhar.”

Annabelle não poderia imaginar o que o destino reservava para o seu futuro, ela se vê apaixonada pela última pessoa que ela pudesse imaginar, Simon Hunt, que tem uma fama não muito agradável, já que é muito mulherengo e não demonstra nenhum interesse além de levar moças para sua cama.

Mas será que essa paixão seria capaz de mudar Simon?! Annabelle suportaria se casar com um homem com uma fama tão ruim?

“Um homem podia ser perdoado por ser um emergente, desde que possuísse uma boa dose de cavalheirismo. No entanto, Simon Hunt não tinha. Não era possível travar conversas educadas com um homem que sempre dizia exatamente o que pensava, não importava quão pouco lisonjeiras ou censuráveis fossem as suas opiniões.”

Nesse livro poderemos perceber que o amor muda sim as pessoas, e Simon veio se mostrando um excelente e apaixonado cavalheiro. Sim, o livro é bem clichê e mesmo não gostando de livros clichês eu me encantei muito pela história. Além disso, o livro é muito bem humorado, e no fim tem uma pitada de aventura que me deixou com o coração na boca.

Um casal bem inusitado, e que ninguém imaginava que se formaria, nos faz se apaixonar de uma forma surpreendente.

“Parecia que uma sensação sutil de reconhecimento ocorrera entre os dois – não como se tivessem se encontrado antes, mas como se tivessem chegado perto um do outro várias vezes até que por fim um destino impaciente forçara seus caminhos a se cruzarem.”

Amei cada página desse livro e não vejo a hora de ler os demais livros da série e me deliciar com a escrita da autora que me conquistou logo de cara. Agora sim eu tenho que confessar que me arrependo amargamente por não ter me jogado nesse gênero antes.

Super recomendo essa leitura para aqueles que super amam um bom romance.

Por Bia Sousa