Resenha ” Felizes Para Sempre”, Nora Roberts

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Livro: Felizes Para Sempre

Autor: Nora Roberts

Número de Páginas: 293

Editora: Arqueiro

Sinopse: Em “Felizes para sempre”, último livro da série Quarteto de Noivas, você vai descobrir que o amor não avisa que está a caminho e, quando chega, vira seu mundo de cabeça para baixo.
Parker Brown sabe que subir ao altar é um dos momentos mais extraordinários na vida de um casal. Por isso ela administra a Votos – a bem-sucedida empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas – com pulso firme e muita dedicação.
Seu dia de trabalho começa cedo – às vezes de madrugada, quando alguma noiva ansiosa lhe telefona aos prantos. Mas ela não se importa. Cada vez que ajuda uma mulher a escolher o vestido perfeito para o grande dia ou vê o sorriso nervoso e feliz de um noivo no altar, ela sente que está dando sua contribuição para uma história igual à de seus pais.
Porém a rica, linda e inteligente Parker também quer ser feliz no amor. Só que, em vez do intelectual sensível que sempre esteve em seus planos, parece que o destino lhe reservou uma surpresa.
Malcolm Kavanaugh é um mecânico de automóveis e ex-dublê de filmes de ação. Amigo do irmão de Parker, ele não tem vergonha de elogiar as belas pernas da moça e, com suas mãos ásperas, faz com que a empresária certinha e controladora simplesmente perca o chão.
Agora eles vão descobrir que, mesmo com suas diferenças, podem completar um ao outro. E quem disse que o príncipe encantado não pode chegar numa Harley-Davidson?

Minha Resenha

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Definitivamente, depois que terminei de ler essa série já penso em me casar, pois estou completamente apaixonada por esse quarteto.

No último livro do Quarteto teremos um final feliz para Parker, a administradora da votos. Seu relacionamento começou a desenrolar ainda no terceiro livro da série e se desenvolveu muito bem nesse último.

Como característica da Nora os romances não são melosos e cheios de mimimi, até porque os personagens não são tão jovens, o que me agradou demais.

Parker é acostumada a programar os finais felizes de muitos casais devido ser a administradora da empresa, além disso, ela está responsável por cuidar do casamento de suas três melhores amigas.

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Um dos momentos que mais amei no livro é quando Parker encontra os vestidos ideais para o casamento de suas amigas, e fica muito emocionada com isso, mas quando relacionamento amoroso e o nome dela estão em uma mesma frase a coisa muda de figura.

Que ela já tinha uma queda pelo Malcolm todos já sabiam, mas ela mesmo não admitia isso para si, mas nosso protagonista não pensou duas vezes em tentar conquistar o coração dessa moça tão dedicada, além disso lhes proporcionando o final feliz para os dois.

Devido a vontade de Parker a constituir uma família, levando como exemplo os seus pais que ela sente tanta falta, além de Malcolm que guarda alguns segredos consigo que serão compartilhados apenas com a amada.

No último livro poderemos acompanhar os preparativos para o casamento de suas amigas e também de alguns clientes da Votos. Esse livro nos trás muitas emoções, confesso que conseguiu me tirar algumas poucas lágrimas e teve um final super lindo.

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Fiquei totalmente apaixonada por por todo o quarteto  fiquei muito feliz. A amizade fraternal que todos os personagens carregam, os problemas vividos por cada uma, e suas diferenças sendo respeitadas. Cada uma dessas amigas soube me cativar com uma facilidade incrível.

A sensação de concluir essa série foi muito gostosa, mas ao mesmo tempo já estou com saudades. Termino essa série com o coração em quentinho e querendo dar mais oportunidade para ler outros romances e ainda mais para conhecer outros livros da autora que tanto amei.

Com toda a certeza é uma série que recomendarei sempre, devido a leveza e ao mesmo tempo a profundidade que esses relacionamentos tem. Se você está querendo se apaixonar, essa série foi feita para você.

Por Bia Sousa

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Resenha “Pequenas Grandes Mentiras”, Liane Moriarty

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Livro: Pequenas Grandes Mentiras

Autor: Liane Moriarty

Número de Páginas: 398

Editora: Intrínseca

Sinopse: Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular.

Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando também sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de quanto isso afetará a vida de todos.

Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o novo romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.

Minha Resenha

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Meu primeiro contato com o livro da autora foi com O Segredo do Meu Marido e já me surpreendi logo de cara, então não pensei duas vezes em pegar Pequenas Grandes Mentiras para ler.

Em Pequenas Grandes Mentiras teremos três mulheres como personalidades diferentes tendo a suas vidas enlaçadas pela escola dos filhos. O que se sabe inicialmente é que alguém morreu, sabe-se também que foi na escola, no dia do do Concurso de Perguntas que sempre acontece. E o motivo dessa morte? Quem morreu? Quem matou? Não sabemos! Com a ajuda do detetive Adrian Quirlan descobriremos como esse evento culminou em um assassinato.

“Existe certa diferença entre uma pessoa de coração partido e uma problemática.”

Celeste faz parte de uma das três mães que fazem parte do tripé principal da história. Rica, linda, mãe de gêmeos e leva uma vida perfeita para todos que vivem em sua volta, porém na verdade ela leva uma vida muito conturbada dentro de casa, confundindo os seus próprios sentimentos. Com isso carrega consigo grandes mentiras, mas ela sabe como ninguém disfarçar toda essa situação.

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Conheceremos também Madeline,  uma mulher em seu segundo casamento, que já tem uma filha adolescente do primeiro casamento e outros filhos com Ed, seu atual marido. Madeline levava uma vida perfeita até seu ex marido decidir que quer reparar todos os seus erros, principalmente o de ter abandonado a sua filha ainda criança. Para piorar a situação, seu ex marido decide ir morar próximo de sua casa, matriculando sua filha mais nova na mesma escola que seus filhos vão estudar. Um inferno, né?!

“É porque toda a autoestima de uma mulher é baseada em sua aparência. Por isso. É porque a gente vive em uma sociedade obcecada pela beleza, na qual a coisa mais importante que a mulher pode fazer é ser atraente para o homem.”

Conheceremos também a Jane, mãe solteira, que não revela nem sob tortura quem é o pai de seu filho.Por isso ela decide se mudar, buscando liberdade para viver em paz com o seu pequeno. Reservada, simples ela se sente um alien ao conhecer as mães da escola que seu filho foi matriculado. Sua vida fica ainda pior quando seu pequeno filho é acusado de agredir uma menina da escola, fazendo com que os outros pais queiram a expulsão de seu filho da escola e obrigando seus filhos a não conversarem com o pequeno, porém ela tem certeza que seu filho jamais seria capaz de tamanha atrocidade.

Jane acaba sendo julgada por ser mãe solteira, as outras mães acusam que o comportamento do filho se deve a não ter presença de um pai, torando uma criança agressiva com os colegas. Porém Medeline e Celeste são irredutíveis e não abandonam Jane, continuam apoiando ela nesse momento tão conturbado que ela está passando.

“Mais contante que o dente de uma serpente é a ingratidão de um filho, Abigail.”

Em um cenário onde todos querem se apresentar como perfeitos, muitas mentiras vão aos poucos tomando proporções ainda maiores.

Três mulheres angustiadas pelas próprias mentiras que contam para parecerem mais fortes, rodeadas por bullying e outros assuntos que levaram a um assassinato, além disso devemos levar em consideração a presença de crianças que mentem sem ter noção das consequências de seus atos, crianças também podem ser más.

“Aqueles que amamos não se vão, sentam-se ao nosso lado todos os dias.”

Um livro com um enredo totalmente envolvente, com personagens que nos deixavam confusos devido a vida que escondia dos outros, com motivos suficientes para matar alguém, além disso encontramos no livro personagens que poderiam ser assassinados devido aos seus atos.

Fiquei mais uma vez encantada com a escrita da Liane Moriarty, os finais de seus livros me fazem querer fazer check-in no chão, mas se eu me importo? Claro que não! Eu amo, recomendo e já quero ler outros livros da autora.

Sabe o que é melhor, o livro foi adaptado pela HBO, e já estou super ansiosa para assitir. Vou deixar o trailer para vocês conferirem aqui embaixo.

Por Bia Sousa

Resenha “Mais Amor Por Favor”

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Livro: Mais Amor Por Favor

Autor: Vários Autores (Antologia)

Número de Páginas: 378

Editora: Coerência

Sinopse: “Era uma vez uma história de amor…”Ah, como é teimoso esse tal de ser humano, que insiste em falar de amor! Passam-se os séculos e ali está ele debruçado sobre folhas de papel, tentando dar forma ao que se faz tão abstrato na alma, em uma sede incontrolável de colocar em palavras o que sequer se permite ser explicado.O amor pode apenas ser sentido, jamais entendido. Entra em nossas vidas sem permissão, nas formas e momentos que menos esperamos, e talvez seja este o motivo para tamanha obsessão do homem em tentar decifrá-lo: esse poderoso sentimento, nomeado em quatro inocentes letras, é uma das poucas coisas sobre as quais não temos absolutamente nenhum controle. Impossível decidir quando ele chega e quando deve ir embora, quando irá nos ferir ou nos enlouquecer… e, tal qual uma onda furiosa que se forma no mar, não há como tentar conter os efeitos avassaladores que provocará em nós.Ah, como é teimoso esse tal de ser humano, que não admite haver qualquer coisa no mundo que ele não domine! E aqui estamos nós, um bando de teimosos reunidos para, uma vez mais, escrever sobre o amor. E aqui está você, vasculhando essas páginas em busca de alguma palavra que o ajude a desvendar tal sentimento. Sinto informar, caro leitor, mas não é o que encontrará neste livro. Ele não possui qualquer resposta ou conclusão; em vez disso, carrega em cada página o desabafo de um coração rendido, que se confessa incapaz de dominar o amor e, desse modo, une-se aos grandes poetas e filósofos da humanidade na ininterrupta prática de tentar expressá-lo. Porque o amor, de tão intenso, não basta ser sentido; ele precisa ser contado.Com todo o meu amor, em todas as suas abstratas formas, Samanta Holtz, Escritora

Minha Resenha

 

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Recebi esse livro no início do ano e adiei por bastante tempo a leitura. Nessa antologia teremos alguns contos que tem como ponto principal o amor, seja ele qual for.

Amei alguns contos e outros nem tantos, mas hoje vim falar de três em especial, das minhas autoras parceiras Isie Fernandes, Evelyn Santana e Daya Alves. Como se tratam de contos farei breves comentários para evitar ao máximo sopilers.

PARA DIZER QUE TE AMO – EVELYN SANTANA: Nesse conto conheceremos Matt e Laura, um casal de amigos que em um momento de dor acabam se tornando um porto seguro um para o outro. Os dois se conhecem em um bar, e depois de uma noite regada a bebidas os dois decidem se tornar grandes amigos, que no futuro viria a se tornar um relacionamento amoroso. Porém depois de um acidente, Matt acaba perdendo a memória e Laura vê tudo que eles haviam construído se ruir.

Foi um conto que me deixou de boca aberta, esperando ansiosamente por mais. Queria ter a oportunidade de conhecer mais alguns personagens e principalmente o que aconteceu no período em que eles se mantiveram afastados. Evelyn como sempre soube me encantar com a sua escrita e me fez me apaixonar mais uma vez pelos seus personagens.

 

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AINDA AMO VOCÊ – ISIE FERNANDES: Não tenho palavras para descrever o que senti quando terminei de ler esse conto, só sei dizer que chorei muito. Uma história que conseguiu me destruir como nenhuma outra. Nesse conto conheceremos o casal Júlio e Chris que se conheceram ainda na escola, mas que devido a seus sonhos e força de vontade de conquistar seus objetivos se viram distanciar cada vez mais, mesmo se esforçando para que o relacionamento dos dois acabassem. O amor que os dois nutriam um pelo outro sempre foi bem claro, porém como nem tudo na vida esse amor não teve um fim nada convencional.

Com certeza esse é um conto que já quero um livro só para ele para já, saber aquelas história que você se envolve tanto como se tivesse acontecido com si próprio?! Essa história com certeza é a de Ainda Amo Você. Isie me surpreendeu muito e assim que terminei a leitura corri para conversar com ela sobre o conto, o que me deixou ainda mais conetada a história.

SINÔNIMO DE AMAR –  DAYA ALVES: Nesse conto de Daya eu fiquei totalmente surpreendida, não esperava um terço do que foi escrito, uma história triste e que está muito próxima de nossa realidade, uso de drogas, brigas familiares, gravidez indesejada. Porém em alguns momentos não há amor que suporte tudo isso. Daya escreveu com tanto cuidado e ao mesmo tempo de forma muito real.

Foi um conto que não esperava um final feliz, até porque na situação que nosso casal se encontrava, seria muito difícil que isso acontecesse.

 

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Fiquei muito feliz em ler essa antologia, tanto por conhecer novas vertentes de escrita das minhas autoras parceiras quanto  por ter a oportunidade de conhecer a escrita de tantos outros autores que sempre tive vontade.

Além disso a edição está linda demais, cheia de detalhes que nos deixa de boca aberta, como sempre a Editora Coerência só arrasa em suas publicações.

Por Bia Sousa

Resenha “Claros Sinais de Loucura” Karen Harrington

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Livro: Claros Sinais de Loucura

Autor: Karen Harrington

Número de Páginas: 256

Editora: Intrínseca

Sinopse: Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai tornou-se alcoólatra. Prestes a completar doze anos, Sarah sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa porque seu primeiro beijo de língua ainda não aconteceu. Tragédia e humor combinam-se de forma magistral nesta incrível história sobre a aventura que é crescer.

 

Minha Resenha

 

“O nome do meu irmão é Simon. Só estou aqui, viva e contando mentiras. Minha mãe não está morta, só e isolamento. Meu pai bebe. Tenho dois diários. Converso com uma planta. Tenho medo de fazer um trabalho de árvore genealógica e estou tentando imaginar um jeito de pular o sétimo ano.”

 

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Claros Sinais de Loucura contará a história de Sarah Nelson, uma garota que leva uma vida bem diferente, onde vive se mudando devido a um acontecimento que mexeu muito com sua família e com seu país.

“Talvez eu não queira ser uma aluna do sétimo ano com um trabalho de árvore genealógica que informe ao mundo que o gene da loucura está na minha família, mas eu gostaria de saber mais sobre a minha mãe, é claro que sim. Queria descobrir mais sobre ela e guardar tudo só para mim. Talvez nós duas sejamos boas com plantas. Talvez nós duas as façamos crescerem sem problemas.”

Aos dois anos de idade a mãe de Sarah Nelson tentou afogá-la juntamente com o seu irmão, e esse acontecimento ficou muito conhecido na mídia, gerando muita fofoca que poderia abalar profundamente a vida de nossa protagonista. Além disso a sua mãe foi diagnosticada com problemas mentais, o que poderia ser ainda pior para Sarah seguir em frente.

Aos 12 anos de idade, Sarah não sabe nada além de que sua mãe tentou matá-la e que ela é louca, frustrante, né?! Assim, Sarah tenta buscar provas de que ela também é louca e vive a incessante procura de que tem claros sinais de loucura, porém ao mesmo tempo ela só queria ter uma vida normal.

“Pessoalmente, eu ia preferir  que um garoto percebesse qual livro eu estava lendo e me dissesse que também tinha gostado. Isso parece um sinal melhor de carinho do que um beijinho qualquer.”

Seu desespero começa quando ela descobre que no próximo ano da escola ela terá que fazer a sua árvore genológica, o que implicaria mostrar a todos quem é sua mãe, e ter seu nome como assunto para todos novamente.

 

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Sarah tem uma vida tão peculiar que escreve dois diários, um verdadeiro e um falso, onde ela deixa a vista de todos e escreve uma rotina mais que perfeita, além disso a sua melhor amiga é uma Planta, isso mesmo, uma Planta hahaha.

“Uma coisa que me lembro com certeza é: ela disse que, se eu amar alguém quando mais estiver precisando me sentir amada, bem, aí vai chover tanto amor em mim que eu vou poder mergulhar.”

Aos 12 anos de idade, acompanharemos as mudanças de personalidade e como Sarah passa a enxergar o mundo, ela queria ser normal, mas nem sempre conseguia, ela queria conhecer sua mãe e entender o motivo de tudo isso acontecer, mas ela também não sabia se isso seria possível.

Sarah não culpa ninguém, mas ela busca respostas, o que me chamou muito a atenção. Esse é o segundo livro que leio com crianças com personalidades um pouco fora do comum, porém esse acabou me deixando um pouco confusa. Não sei se foi um momento certo para a leitura, ou o motivo de me sentir tão estranha quando o li.

 

“Então percebo que há  coisa pior do que ter uma mãe que não pode aparecer na árvore genealógica. É ter uma mãe que não aparece de jeito nenhum. E disso também entendo, sem dúvida alguma.”

 

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É até difícil falar desse livro, porém ao mesmo tempo eu gostei muito. Sarah foi me conquistando aos poucos e no fim do livro queria que ela fosse a minha irmãzinha, pois achei ela uma criança corajosa e muito forte, mas que ao mesmo tempo precisava de muito carinho e presença dos familiares, até porque ela está em um dos momentos mais complicados da vida, a transição da infância para a adolescência.

Infelizmente é um livro que não recomendaria para qualquer pessoa, pois poderia ser bem frustrante para alguns, mas no fim das contas é um livro que valerá muito a pena para aqueles que querem uma leitura fora do convencional.

 

 “Sempre que comprar uma blusa nova ou algum creme para ficar bonita, vá e compre um livro na mesma hora. Também é importante embelezar a mente, não acha?”

Por Bia Sousa

Resenha “Boa Noite”, Pam Gonçalves

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Livro: Boa Noite

Autor: Pam Gonçalves

Número de Páginas: 240

Editora: Galera Record

Sinopse: Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação – em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

Minha Resenha

 

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Sabe aquele livro que você compra só porque é de alguém que você gosta muito e nem se dá o trabalho de ler a sinopse?! Esse livro é Boa Noite, da Pam Gonçalves, e sabe qual é o melhor?! O livro me surpreendeu, muito mais do que eu imaginava.

“Muita gente fala que a faculdade é a oportunidade ideal para escolher que quer ser. E não é que já estou vendo alguma verdade nessa afirmação? Minhas aulas nem começaram, mas me sinto diferente.”

Em Boa Noite, conheceremos Alina, uma jovem de 18 anos que decide se arriscar um pouco e ir morar  em outra cidade para cursar Engenharia da Computação, deixando de lado o conforto de sua casa e tentando deixar de lado a fama de nerd que ela trás desde a escola.

Quando ela se muda de Laguna, para Pedra Azul (cidade que fica a universidade que vai estudar), ela vai morar na República das Loucuras, onde já moram Manu, Gustavo, e Talita, além dos três tem o Gustavo, namorado da Talita que vive na república do que no apartamento que divide com outro colega de universidade.

Alina é uma pessoa muito carismática, inteligente, responsável, o que nos faz gostar dela logo de cara. Mas se você acha que a vida de Alina será difícil só porque está longe de casa e vivendo com pessoas estranhas, você está completamente enganado.

“Se eu não fosse tão determinada em provar que sou a melhor , provavelmente já estaria pedindo transferência. Posso não ter tantas habilidades sociais, como observam Manu e Talita, que estão em uma missão especial de me incluir em alguma festa estranha neste final de semana, mas sou capaz de aprender muito. E se tiver como objetivo calar a boca das pessoas que me desmerecerem e provar que elas estão erradas, a coisa toda fica muito mais divertida.” 

 

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Viver com pessoas desconhecidas já pode ser bem assustador,  mas imagina chegar em sua turma e descobrir que faz parte de uma minoria, sim, só havia 4 mulheres na turma, incluindo Alina, se isso seria um problema? Com toda a certeza.

Cercada de preconceito e machismo vindo dos alunos e também por alguns professores, Alina decide se juntar com as outras meninas da turma e passaram a querer mostrar o melhor de si, provando que estão ali por mérito, e ainda mostrando que VAI TER ENGENHEIRA SIM!

“Pela primeira vez em muito tempo desejo ser a Alina do passado de novo. Tentar ser diferente não está sendo uma boa experiência”

Teremos também a abordagem da vida universitária regada a festa, barzinhos, bebida, e muita pegação. Devido a essa rotina surge um grupo no Facebook com algumas publicações que deixava Alina cada dia mais indignada com o que andava acontecendo na universidade e também nas festas promovidas pelos alunos.

 

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Depois de um projeto passado em sala, Alina e suas colegas de sala veem uma ótima oportunidade para ajudar outras garotas com o auxílio de um aplicativo de celular, e também para mostrar aos colegas de turma que elas eram competentes o suficiente para estarem cursando Engenharia.

“Sentirei saudade, mas ali realmente não é mais o meu lugar. Eu preciso encarar a situação. Não vou deixar que as outras pessoas definam quem sou”

Mas qual o motivo de ter amado esse livro? Eu me via ali, em parte do história me sentia no lugar de Alina. Sou estudante de Engenharia e faço parte de uma minoria dentro de sala, somos 6 meninas e 70 meninos, que no início do curso, que nos olhavam com certo ar de descrença em nós, além de mostrar uma realidade presente em quase todas as universidades.

 

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“Ele me encara, observando o meu rosto. Dou um sorriso encorajador, e ele me devolve um tímido, que eu nunca havia visto em seu rosto. Talvez estivesse conhecendo-o de verdade apenas agora.”

Com uma escrita envolvente, Pam soube me encantar com seu livro e ficar apaixonada por um certo personagem (vida de universitário tem que ter romance, né minha gente?! Porque se for para sofrer, que não seja apenas pelas provas, matérias acumuladas ou por professores que querem se alimentar de nosso fígado).

Com certeza é uma leitura mais do que recomendada e não vejo a hora de ler outros livros da Pam.

Por Bia Sousa

Resenha “Recordando Anne Frank”, Miep Gies e Alison Leslie Gold

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Livro: Recordando Anne Frank

Autor: Miep Gies e Alison Leslie Gold

Número de Páginas:  222

Editora: Gutenberg

Sinopse: Para os milhões de leitores apaixonados pelo livro O Diário de Anne Frank, aqui está a surpreendente história de Miep Gies. Por mais de dois anos, Miep e seu marido ajudaram a esconder judeus dos nazistas. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram suas vidas todos os dias para levar comida, notícias e apoio emocional às vítimas.

Neste livro, Miep Gies relembra seus dias com honestidade e sensível clareza. Ela narra desde sua sua infância sofrida como refugiada da Primeira Guerra Mundial até o momento em que coloca o pequeno diário xadrez de Anne Frank nas mãos de seu pai, Otto Frank. O diário ficou guardado com Miep por muitos anos, e graças a ela, ele pode ser publicado.

Recordando Anne Frank é uma história fascinante e verdadeira, onde cada página nos toca com coragem e dolorosa delicadeza.

 

Minha Resenha

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Meu primeiro contato com a história de Anne Frank foi no ano passado, e mesmo eu não me identificando com a Anne eu amei a história. Assim que surgiu a oportunidade de conhecer outro lado dessa história eu não pensei duas vezes e cá estamos nós.
“Como ondas que se espalham quando se atira uma pedra em uma lagoa, os efeitos da perseguição alemã aos judeus pareciam crescer indefinidamente e ficava cada vez piores. Nenhum de nós sabia o que viria pela frente. Ser judeu naqueles dias devia ser como ficar de pé em um terreno instável – e, para alguns, em areia movediça.”
Em Recordando Anne Frank, conheceremos mais intimamente a Miep Gies, a mulher que desafiou os nazistas, escondendo a Fábia Frank, os Van Pels e também Fritz Pfeffer, um dentista amigo de Otto Frank.
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Miep e seu marido se arriscam junto com outros colegas de trabalho (todos funcionários da empresa de Otto Frank), a esconder judeus que estavam sendo perseguidos pelos nazistas, no andar de cima da empresa que trabalhavam, um espaço  mínimo, sem privacidade e com medo de serem descobertos.
“Anne estava sempre escrevendo em um diário encapado de tecido xadrez laranja-avermelhado, que o pai tinha lhe dado de presente em seu aniversário de 13 anos, no dia 12 de junho, muitas semanas antes dos Frank se esconderem. Ela escrevia em dois lugares: no próprio quarto e no quarto dos pais. Embora todo mundo soubesse, Anne jamais escrevia perto de outras pessoas.”
Ela relata como era a sua rotina e também como ela fazia para trazer tudo que os moradores do Anexo precisavam, principalmente comida, que naquele período eram destinadas principalmente para os soldados alemães, deixando os holandeses e os nazistas com o mínimo possível.
“Li o diário inteiro sem parar. Desde a primeira palavra, ouvi a voz de Anne voltar ara conversar comigo de onde quer que ela estivesse. Perdi a noção do tempo. A voz dela ressoava para fora do livro, tão cheia de vida, humores, curiosidade, sentimentos. Ela não estava mais morta e destruída. Ela tinha revivido em minha mente.”
Além disso, há muitos relatos do horror vivido nesse período, que me deixava muito apreensiva a cada página lida. Judeus perderam a liberdade, bens materiais, dignidade e muitos perderam que a própria vida.
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Por mais que Miep tivesse a nacionalidade holandesa (depois que se casou), ela corria sérios riscos por estar ajudando os adversários dos alemães e também por ter se negado a filiar-se ao partido.
“Eu compreendi que certas coisas eram difíceis demais para serem mencionadas e, quando eles estavam juntos, não era necessário.”
O livro é muito emocionante e ao mesmo tempo doloroso, além de ser uma história real, ela é contada por quem viveu o antes, o durante e o depois desse período, por quem conheceu a família Frank e que em momento algum teve medo de proteger as pessoas que gostavam mesmo correndo perigo de vida.
 
“Mesmo assim, todos os dias da minha vida, eu sempre desejei que tudo tivesse acontecido de outro jeito. E, ainda que o Diário de Anne Frank tivesse se perdido para sempre, eu queria que Anne e os outros tivessem se salvado.”
Como vocês já sabem, eu amo livros que se passam nesse período mesmo sabendo que em sua maioria o fim da história seja trágica. Sinceramente gostei muito mais de Recordando Anne Frank do que do Diário de Anne Frank e com certeza é um livro mais do que recomendado para aqueles que como eu amam esse período (apesar do horror) e também para todos que querem se emocionar como ninguém.
Por Bia Sousa

Resenha “Bem Casados”, Nora Roberts

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Livro: Bem Casados

Autor: Nora Roberts

Número de Páginas: 288

Editora: Arqueiro

Sinopse: Bem-casados, terceiro livro da série Quarteto de Noivas, é uma linda história sobre a doçura do amor. Quando terminar de lê-lo, você terá certeza de que os sonhos podem se realizar das formas mais inesperadas. Parker, Mac, Emma e Laurel, amigas de infância, ganham a vida realizando o sonho de inúmeros casais apaixonados. As quatro são proprietárias da Votos, uma empresa de organização de casamentos. Após ter trilhado um caminho muito duro para conseguir ser alguém na vida, Laurel McBane se tornou a criadora dos bolos e quitutes mais lindos e saborosos do estado. Ela preza sua independência acima de tudo e não aceita que ninguém interfira em suas decisões. Talvez por isso, apesar do sucesso profissional, ainda não tenha se entregado ao amor. Apaixonada desde sempre por Delaney Brown, irmão de Parker, ela nunca teve coragem de revelar seus sentimentos. Afinal, sabe que é como uma irmã para ele. Advogado da Votos, Del se sente responsável por cuidar não só dos assuntos burocráticos da empresa, mas também do bem-estar das quatro sócias. Porém, sua postura paternalista e superprotetora começa a gerar desentendimentos entre ele e Laurel. Mas essas diferenças de opinião também fazem ferver uma química que vinha cozinhando em fogo brando havia muito tempo, acendendo uma faísca que eles não sabem se conseguirão – ou se querem – conter. Agora Laurel e Del precisarão conciliar suas convicções e personalidades para que o orgulho não fale mais alto que a paixão.

Minha Resenha

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Bem Casados é o terceiro livro da série Quarteto de Noivas, e até o momento é o meu preferido sem dúvidas.

“– Eu a amei durante toda a vida, e isso foi fácil. Não sei , não com certeza , há quanto tempo estou apaixonado por você, mas sei que isso não é tão fácil. Mas é certo e é real, e não quero que seja fácil. Quero você.”

No terceiro livro iremos conhecer um pouco sobre a Laurel McBane, a sócia responsável pelo cardápio doce de todos os eventos feito na Votos, empresa dela com as suas três melhores amigas que são como irmãs.

Laurel não veio de berço de ouro, sempre foi muito humilde e precisou de correr atrás de seus objetivo para chegar onde está. Graças a isso ela se tornou uma pessoa muito orgulhosa, não gosta de depender de ninguém para nada, e odeia que as pessoas lhe ache que ela á uma coitada por ter amizade com pessoas tão ricas.

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“A ideia que Emma sugerira, de pedir dinheiro aos pais para o vestido, não era, na opinião de Laurel, uma opção. Podia ser uma questão de orgulho, mas as finanças tinham se tornado um assunto muito delicado na família McBane desde o fiasco dos investimentos de risco do pai e o pequeno problema da auditoria da Receita Federal.Não pediria nada a nenhum dos dois. Ganhava o próprio dinheiro havia muitos anos.”

Ela sempre trabalhou e estudou muito, assim não dando espaço para o amor em sua vida. Laurel acabou criando uma barreira de proteção fazendo lhe parecer grossa e até estupida, porém ela não fazia por mal.

Porém, ela não imaginava que em algum momento pudesse se envolver com Del, um grande amigo, que era considerado um irmão, já que foram criados juntos (Del é irmão de Parker). Sim, ele sempre foi muito protetor com a irmã e com as suas amigas, o que fez Laurel achar que esse sentimento que ela nutria estava longe de se tornar realidade.

“Agora as fantasias tinham se transformado em realidade e os desejos estavam sendo satisfeitos. Durante um beijo sentiu a necessidade de Del aumentar junto com a dela. Não importava o que acontecesse, aquele momento, aquele fim de dia, seria sempre dela.”

Depois de um ato de coragem com uma pitada de loucura, Laurel acaba beijando Del e descobre que o sentimento é reciproco, e decide dar uma chance para esse relacionamento. Serão 30 dias de um namoro experimental, sem sexo, caso tudo desse certo nesse período eles seriam oficialmente namorados.

E que 30 dias foram esses, viu?! Del queria agradá-la de todas as formas, e ao mesmo tempo o orgulho de Laurel se feria com tanto cortejo. O medo de aparentar estar passando a perna em Del por causa de sua riqueza a deixava ainda mais preocupada.

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“Na opinião dela, ele era bonito demais para o próprio bem e atraente demais para o bem de qualquer pessoa…”

Como já é de se esperar, o livro continua apresentando como é a rotina de trabalho das amigas com todos os eventos que elas produzem e também nos dá um parecer de qual será o casal do último livro da série.

E qual o motivo de ter amado esse livro? A Laurel sou eu na vida real! Tenho uma personalidade muito parecida com a dela, gosto de conseguir tudo por mérito próprio e odeio depender das pessoas por mais que ame ajudar os outros, mas além disso por mais que em certos momentos eu pareça grossa, não é por mal, é uma espécie de resistência que eu mesma criei. Uma outra característica parecida é a paixão pela cozinha (principalmente se for para fazer algo doce) e o carinho com quem ela ama.

“– Você é suflê de limão, Laurel. A mistura perfeita de ácido e doce.”

Algumas pessoas não gostaram tanto desse livro por causa da personalidade de Laurel, mas foi o que mais chamou a minha atenção e fez com que esse fosse o meu livro favorito até o momento.

Estou super ansiosa para o último livro e já quero um casamento do Quarteto no final hahaha, porque sou dessas, além disso quero continuar afirmando que o amor por essa série é tão grande que estou até querendo casar.

Por Bia Sousa

Resenha “Cem Dias Na Prisão”, Marcos A. Júnior

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Livro: Cem Dias Na Prisão

Autor: Marcos A Júnior

Número de Páginas: 223

Editora: Giostri

Sinopse: Thomaz é um jovem de 18 anos, aspirante a escritor, e conta aqui a história mais marcante que já viveu. Durante cem dias ficou preso à sanguinária batalha entre o bem e o mal. Seus sentimentos foram embaraçados e o único desejo que possuía era de livrar-se de tal obscuridade com a tradução de pensamentos em palavras. Suas lembranças foram alteradas. O gênio do mal brincou com as suas suposições. O ambiente no qual esteve foi o pior. Foi largado na imensidão do esquecimento. Abandonado aos seus pensamentos mais trágicos. Destinado a viver toda a vida longe dos pais, irmãos, mulher e sem poder conhecer o filho que estava por nascer nos próximos meses. Tudo o que necessitava era uma saída. Algo que o livrasse da tragédia que é viver preso às grades. As palavras foram o seu refúgio durante dias, mas ele começou a absorver o que o ambiente mais propagava, o mal. Que os pensamentos bons carreguem-no por todo o tempo de sanidade que ainda o resta. Cem dias, noventa horas ou apenas cinco minutos.

Minha Resenha

 

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Em “Cem Dias Na Prisão”, iremos conhecer Thomaz, um rapaz que tinha uma vida perfeita, mas essa perfeição teve fim no dia do seu aniversário de 18 anos. Thomas caiu em uma cilada, e agora foi preso injustamente, deixando os pais e a namorada grávida.

Desde a primeira vez que li a sinopse do livro fiquei bem entusiasmada, porque nunca tinha lido nada que se passasse em um sistema carcerário. É claro que a curiosidade em conhecer a narrativa e a forma que ela poderia ser desenvolvida no local me deixava apreensiva só de imaginar. Como já conhecemos um pouco do sistema carcerário de nosso país, não é nada fácil, pois em um dia tudo está bem e em outro tudo pode acontecer.

“Nunca pensei que a liberdade, dentro de uma prisão, pudesse ser tão grande. Acho que eles, lá fora, é questão realmente presos.”

Logo no início da leitura pode-se perceber que o livro é uma espécie de diário escrito por Thomaz,  onde o rapaz nos contará a sua trajetória angustiante durante 100 dias em um inferno.

Devido ter confiado em quem não conhecia e acabar indo parar na prisão, Thomaz decidiu por si só que não confiaria em mais ninguém, nem na sua própria sombra, e por dias não decidiu não falar com ninguém, quer dizer, falava o necessário, apenas quando era necessário.

Depois de alguns dias ele troca algumas palavras com um colega de cela, que misteriosamente amanhece morto dentro da cela em que eles dormiam. E o que era de se esperar acontece “Ninguém sabe, ninguém viu nada”, o que deixa Thomaz angustiado e nos deixam com medo do que possa vir a acontecer com o protagonista.

A narrativa do dia-a-dia de Thomaz se assemelha muito com relatos de detentos fazem, o que deixa a história ainda mais real, ele relata como as celas são lotadas, com mau cheiro, o banho de sol, a alimentação ruim e as visitas de familiares, que no caso de Thomaz demorou para acontecer. Relata também algumas regalias que certos detentos têm e que sempre nos são trazidas pela mídia, como a utilização de aparelhos celulares descaradamente e até o uso de entorpecentes.

“Nunca me esquecerei do pior lugar que já visitei. Do desespero que sucedia cada noite mal dormida. Da angústia presente em cada amanhecer. Da multidão de Corpos amontoados como primeiro retrato do dia.”

Os dias na prisão iam se passando e nenhuma visita aparecia, o medo latente conturbava o rapaz, que por diversas vezes pensou em suicídio, pois acreditava que era melhor ser um filho morto do que ser um filho bandido (realidade que acontece muito).

 

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Não vou continuar descrevendo os acontecimentos para evitar soltar mais spoilers que já dei, e também para não estragar a experiência de leitura de cada um.

Fiquei muito surpresa com Thomaz, pois mesmo estando no fundo do poço, não se deixou corromper pelos outros detentos, que lhe apresentava caminhos ilícitos que aparentava ser muito mais fácil e atraente do que cumprir a pena. Thomaz lutava diariamente contra si mesmo e buscava forças no amor que sentia pela sua família.

“Esqueci tudo o que havia acontecido e me enchi de serenidade. Renovei minhas esperanças no amanhã.”

Além disso, fiquei completamente surpresa com o final do livro, pois em momento algum a hipótese passou pela minha cabeça, o que me fez  gostar ainda mais da obra.

Vale a pena salientar que o autor utiliza uma métrica poética em todos os capítulos do livro (os parágrafos têm em sua maioria uma linha), que serve para enfatizar as emoções do personagem e aos acontecimentos narrados, fazendo que a leitura seja ainda mais envolvente e rápida.

Mesmo sendo uma leitura melancólica, é ainda muito agradável e rápida. Adorei a leitura e com certeza é uma leitura nacional mais que recomendada.

Por Beatriz Sousa

Resenha “As Aventuras de Tom Sawyer”, Mark Twain

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Livro: As Aventuras de Tom Sawyer

Autor: Mark Twain

Número de Páginas: 240

Editora: Autêntica

Sinopse: Órfão desde bebê, Tom Sawyer vive com sua tia Polly, seu irmão, Sid, e sua prima, Mary, num vilarejo às margens do rio Mississipi, nos Estados Unidos. Menino de bom coração, de bom caráter, Tom é também muito levado e esperto, e vive aprontando, sozinho ou com seu melhor amigo Huckleberry Finn, um garoto que mora nas ruas, dorme em barris vazios e come o que lhe dão. O tempo todo, os dois vivem aventuras emocionantes, na maioria das vezes, imaginárias. Frequentam cavernas, cemitérios, casas mal-assombradas e ilhas desertas. Brincam de pirata, de pele-vermelha, de Robin Hood, caçam tesouros, planejam formar uma gangue de ladrões e ficar ricos. E é numa dessas brincadeiras que suas aventuras se tornam bem reais e assustadoras…

Considerado um dos mais importantes clássicos da literatura para crianças e jovens, As aventuras de Tom Sawyer permanece no imaginário de inúmeras gerações, desde a publicação original, em 1876, até os dias de hoje.

 

Minha Resenha

 

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Ler um clássico nunca é demais, não é mesmo?! Há aqueles que não gostam, mas eu sou do tipo que amo. E dessa vez resolvi ler pela primeira vez um clássico americano, As Aventuras de Tom Sawyer, que foi cedido em parceria com o Grupo Autêntica.

Publicado inicialmente em 1876, dessa vez ele foi republicado pela Editora Autêntica e está uma lindeza!

No livro As Aventuras de Tom Sawyer nos apresentará a história de Tom, uma criança literalmente endiabrada. Sim, ele é uma criança impossível, consegue aprontar em todas as situações possíveis até as impossíveis.

Tom é um menino órfão, que mora com seu irmão e seu primo, além disso tem um amigo incrível, Huckleberry Finn. Se esses juntos já causam, imaginam juntos?! Eles formam a dupla perfeita para aventuras inesquecíveis.

 

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Esse menino tem uma capacidade mental tão incrível, que é capaz de entrar em muitas aventuras que ninguém imagina, além de muito esperto, inteligente, Tom é uma criança de coração e alma muito boa, mas que ao mesmo tempo tem um lado para drama que deixaria muitos atores no chinelo, ele conseguia enganar qualquer um com suas histórias.

Mas como não podemos deixar de lado, ele também odeia ir para a escola (ele odeia a segunda-feira) e também a ter que ir na igreja, principalmente ir até a Escola Dominical, além disso era apaixonado por uma menina da escola, porém bastou um nome ser dito para que esse casalzinho de desentendessem (eles já falavam em casamento hahaha).

Vocês não imaginam o quanto me diverti com essa leitura. Tom soube me proporcionar muitas gargalhadas e também me trouxe lembranças da minha infância (tenho 22 anos, mas adorava estar na rua brincando até cansar). Crianças, vocês vão ficar com inveja da infância desse rapazinho hahaha.

 

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Por mais que seja um clássico infanto juvenil, não é um livro apenas para crianças, isso eu tenho certeza. Muitas lições nos são apresentadas, principalmente sobre a ganância que o ser humano carrega consigo.

Com uma edição super linda e ilustrada, com uma leitura fluida e muito agradável (por mais que seja um livro publicado no século XIX, ele foi adaptado de forma que tivesse um entendimento mais claro (uma das coisas que impede muito a leitura de clássicos é a escrita mais rebuscada), assim nos envolvendo ainda mais.

Com certeza esse é mais um clássico que carregarei para sempre no meu coração, e indicarei muito por aí!

Por Bia Sousa

Resenha “Rafani”, Sinéia Rangel

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Livro: Rafani

Autor: Sinéia Rangel

Número de Páginas: 446

Editora: Coerência

Sinopse: Bon vivant e cafajeste assumido, Sam Allencar cultiva três paixões: mulheres, sexo e vinho. Complicações nunca foram parte da sua vida, tudo o que ele deseja está ao alcance das suas mãos. Até que o seu caminho se une ao de uma desconhecida. Uma mulher com um passado marcado por traumas e uma vida construída sobre segredos e mentiras, que aprendeu, ainda criança, que o sentimento mais confiável é o medo, é ele que a mantém viva. Ele não sabia o que estava em jogo, até que estivesse irreparavelmente envolvido. Ela não sabia como contar a verdade, até que fosse tarde demais. Incompatíveis desde o início. Será que o amor pode curar um passado de dor?

Minha Resenha

 

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Todos que me acompanham sabem que já li alguns livros da autora Sinéia Rangel devido a nossa parceria e também sabem que sou ã de seus livros, porém Rafani me surpreendeu ainda mais, e sim de forma muito positiva.

“Você é uma equação que não consigo resolver, a única merda de equação que me fez perder o sono, porque não sei o que diabos fazer pra ter mais tempo com você.”

Inicialmente conheceremos Sam Allencar, um engenheiro muito bem sucedido, com família bem estruturada, apaixonado por seus sobrinhos,  mas que ama levar uma vida de pegação sem limites, e sim, vem de família esse gosto. Para quem já leu a trilogia Paixão Sustenida com certeza sabe que Sam não é um desconhecido, ele é aquele irmão do JP, lembram?!

Tudo começa com uma confusão que Sam arruma com as madrinhas do casamento de sua irmã, ele estava de rolo com todas elas sem que as mesmas soubessem, e quando isso veio a tona a cabeça de Sam estava prestes a ir para o espaço. Sam as amava sem sobra de dúvidas, mas da forma dele, o que significava que esse amor não era exclusivo. Com medo do que elas fossem capazes de fazer ele sai correndo no hotel onde estão hospedados e entra em um vestiário, onde encontra uma mulher que ele jamais imaginou que pudesse conhecer.

“Minha vida, minhas regras. A primeira delas é que a única regra, verdadeiramente importante, é viver o momento. Levo a sério esta regra, sou um bon vivant, apaixonado pelas mulheres, por todas elas.”

Uma  mulher misteriosa, com um olhar enfeitiçador, é quem Sam encontra, aproveitando a oportunidade de conquistar mais uma, ele parte para o ataque, dando vária investidas em sua próxima presa, porém ela lhe dispensou e ainda debochou se sua cara hahaha. Sam jamais pensou passar por isso, já que seu charme até então sempre foi irresistível e estava disposto a fazer o que fosse preciso para conquistá-la.

 

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Essa mulher misteriosa é Rafani, uma mulher que ainda criança foi marcada pelo sofrimento que por sinal ela carregará para sempre, assim Rafani decidiu que o melhor caminho era manter distância do sexo oposto, porém não era isso que o destino havia traçado para si.

Sam enfim ficara totalmente desconsertado ao descobrir que está totalmente de quatro por uma mulher que não está dando a mínima para ele. Determinado a conquistar Rafani ele parte para incessante oportunidade de pelo menos um encontro, quando consegue ele decide que irá conquistá-la de qualquer forma, porém as marcas do passado de Rafani pode ser um grande empecilho para esse relacionamento.

“Tenho muito a agradecer, fui mais feliz nos últimos meses do que em toda minha vida, ele pode não ser capaz de curar o meu corpo, mas curou a minha alma e serei eternamente grata por tê-lo conhecido, por ter me apaixonado e sonhado que poderíamos ser uma família; havia muito tempo que não sabia o que era sonhar.Meu erro foi esquecer que na minha história não há espaço para um final feliz.”

O livro trata de temas pesados e digo isso pois estou me referindo a doenças gravíssimas, agressão física e psicológica, abuso sexual, entre outros. Por mais que Sam tenha esse jeito mais para frente ele será uma peça chave para ao menos aliviar essa dor que Rafani carrega consigo, pois ele fará tudo o que tiver possível e até o impossível para vê-la feliz.

 

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Sinéia mais uma vez soube trabalhar com maestria, me surpreendendo muito mais do que eu pude imaginar, por mais que seja um livro com temas muito pesados e sérios, ele não tem uma leitura difícil, pelo contrário, cada página lida nos deixa mais íntimo da história.

Lembrando que em momento algum esses temas foram romantizados, além de ser algo completamente desumano, é considerado crime. E de certa forma pode até ajudar a pessoas a não terem medo e buscar ajuda.

“Não tenho nada contra o amor, apenas nunca busquei por ele. Sabia que um dia aconteceria, não acredito que seja possível escapar, meu único desejo era que ele fosse paciente e me deixasse ser um moleque por mais tempo.”

Me envolvi de forma profunda com a história e com os personagens,  tanto que em alguns momentos tive vontade de matar um ou outro, mas o amor pelos demais personagens superou com uma larga distância.

Outro ponto que adorei é a presença de um outro casal secundário que me chamou muito a atenção, e sim, fiquei apaixonada por eles. Além disso, outros personagens da trilogia Paixão Sustenida marcam presença no livro, o que me fez me sentir ainda mais íntima da história.

“Ele pode não ser capaz de curar o meu corpo, mas curou a minha alma.”

Com certeza foi um livro que me arrebatou de uma forma que eu não imaginada, e é lógico que todos esses elogios que o livro está recebendo é por muito mérito, pois o livro é simplesmente S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!!!!

Por Bia Sousa